#Tractatus
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Não é como o mundo é que é o místico, mas que ele é
Proposição 6.44 do Tractatus. O místico não está no conteúdo do mundo, mas no fato bruto da existência. Wittgenstein nomeia o assombro com o ser.
O que pode ser dito, pode ser dito com clareza
Prefácio do Tractatus. Wittgenstein resume a tese central do livro em uma linha: o que se diz, diz-se claramente; o resto, silêncio.
Quem me entende reconhece minhas proposições como sem sentido
Proposição 6.54 do Tractatus. Imagem da escada que se descarta após subir. Wittgenstein declara as próprias proposições como sem sentido, a serem superadas.
Existe, sim, o inexprimível. Isso se mostra; é o místico
Proposição 6.522 do Tractatus. Wittgenstein abre espaço para o inexprimível pela distinção dizer/mostrar. O místico não é dito, é mostrado.
Os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo
Proposição 5.6 do Tractatus. Identifica extensão da linguagem com extensão do mundo cognoscível. Tese citada e descontextualizada com frequência.
O mundo é tudo o que é o caso
Proposição 1 do Tractatus. Abertura do livro define mundo como totalidade de fatos, não de coisas. Decisão ontológica que comanda toda a obra.
Sobre aquilo de que não se pode falar, deve-se calar
Proposição 7 do Tractatus, única frase de sua seção. Encerra o livro impondo silêncio sobre o que excede os limites da linguagem com sentido.
