#Tom-Jobim
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A música é o silêncio que existe entre as notas: formulação migrante, atribuição duvidosa a Jobim
Aforismo sobre música amplamente atribuído a Tom Jobim em portais de citações brasileiros. Variantes da mesma fórmula são atribuídas a Mozart, Debussy, Miles Davis e Claude Debussy em fontes internacionais. Não há fonte primária de Jobim que confirme a frase.
O Brasil não é para principiantes — atribuição não documentada por fonte primária
Frase amplamente atribuída a Tom Jobim. A versão mais difundida diz ter sido pronunciada ao fotógrafo americano David Drew Zingg c. 1961, mas não há registro primário (gravação, entrevista publicada, escrito de Jobim) que confirme a frase ipsis litteris.
A música brasileira, que ia muito bem, de repente acabou
Declaração de Tom Jobim à BBC em junho de 1986, em entrevista sobre o impacto da ditadura militar (1964-1985) na produção cultural brasileira. Diagnóstico retrospectivo, no primeiro ano após a redemocratização.
Eu vivo no mato. Eu vivo dentro da floresta da Tijuca
Resposta de Tom Jobim no Roda Viva (20 de dezembro de 1993) sobre sua vida cotidiana e seus interesses ecológicos. A frase situa o compositor da Garota de Ipanema como morador de mata, não de orla.
O Rio que eu conheci não existe mais
Resposta de Tom Jobim no Roda Viva (20 de dezembro de 1993) sobre as transformações da cidade que aparece em sua obra. Diagnóstico sem nostalgia performática: a cidade-musa é descrita como objeto perdido.
Esclareci que eu não era comunista, era pianista
Resposta de Tom Jobim no Roda Viva (20 de dezembro de 1993) sobre uma detenção política durante a Era Vargas. Recurso humorístico para lidar com episódio de repressão sem dramatização.
Se eu tivesse nascido na Hungria, certamente faria música húngara
Resposta de Tom Jobim no programa Roda Viva (TV Cultura, 20 de dezembro de 1993) sobre por que faz música brasileira. Formulação que descarta tanto o nacionalismo programático quanto o internacionalismo descontextualizado.
Corcovado: música e letra de Tom Jobim, gravada por João Gilberto em 1960
Composta por Tom Jobim em 1960 (música e letra), gravada por João Gilberto no álbum O Amor, o Sorriso e a Flor (1960). Letra inglesa posterior de Gene Lees como 'Quiet Nights of Quiet Stars'.
Minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro
Verso de abertura de 'Samba do Avião' (1962), música e letra de Tom Jobim, escrita para o filme italiano Copacabana Palace. Estreada no Au Bon Gourmet em agosto de 1962, primeira gravação por Elza Laranjeira em outubro do mesmo ano.
Desafinado — bossa nova como réplica aos críticos
Composta por Tom Jobim e Newton Mendonça, gravada por João Gilberto em novembro de 1958, lançada em fevereiro de 1959 no álbum Chega de Saudade. Replica diretamente à acusação de que bossa nova era 'música para cantores desafinados'.
Chega de Saudade — marco inaugural da bossa nova
Composta em 1956 por Jobim e Vinicius, gravada por Elizeth Cardoso (abril 1958) e por João Gilberto (julho 1958, lançada em agosto). A sessão de Gilberto é considerada o marco inicial da bossa nova.
Rua, espada nua / Boia no céu imensa e amarela
Versos de abertura de 'Luiza' (1981), música e letra de Tom Jobim, composta para a abertura da telenovela Brilhante (Globo, 1981) e regravada no álbum Passarim (1987).
Tristeza não tem fim, felicidade sim
Verso de abertura de 'A Felicidade' (1958), música de Jobim e letra de Vinicius de Moraes para o filme Orfeu Negro de Marcel Camus, vencedor da Palma de Ouro em Cannes 1959 e do Oscar de filme estrangeiro em 1960.
Vou voltar, sei que ainda vou voltar
Verso de 'Sabiá' (1968), música de Jobim e letra de Chico Buarque. Vencedora do III FIC no Maracanãzinho em 29 de setembro de 1968 sob a maior vaia já registrada em festivais brasileiros, no contexto direto do AI-5.
Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça
Verso de abertura de 'Garota de Ipanema' (1962), música de Jobim e letra de Vinicius de Moraes. Composta no piano da Rua Barão da Torre e em Petrópolis; primeira gravação por Pery Ribeiro em 1962, consagração internacional no álbum Getz/Gilberto (1964).
É pau, é pedra, é o fim do caminho
Verso de abertura de 'Águas de Março' (1972), composta em março de 1972 no sítio Poço Fundo (RJ). Letra-inventário em fluxo, lançada no compacto Disco de Bolso e fixada no álbum Matita Perê (1973).
