#Tedio
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Por que ficamos entediados? (Naruhodo #397)
Cinco anotações do Naruhodo #397 sobre o tédio: de Kierkegaard (raiz de todo o mal, rotação de culturas, intensivo × extensivo) à ligação entre tédio e atenção.
Guderne kjedede sig, derfor skabte de Menneskene
De Enten-Eller I (1843), seção 'Vexel-Driften', sob a persona do esteta A. O tédio é a raiz de todo o mal e força motriz da criação; os deuses se entediaram e criaram os homens.
L'ennui est l'écho en nous du temps qui se déchire
De Précis de décomposition (1949). O tédio como o eco em nós do tempo se rasgando: definição mais exata que qualquer psicologia.
La vie se crée dans le délire et se défait dans l'ennui
De Précis de décomposition (1949). A vida criando-se no delírio e desfazendo-se no tédio: dois momentos de uma mesma curva.
So pendelt das Leben des Menschen, gleich einem Pendel, hin und her zwischen dem Schmerz und der Langeweile
De Die Welt als Wille und Vorstellung I, Livro IV §57 (1819). A vida humana balança como pêndulo entre dor e tédio — fórmula da estrutura da Vontade.
Der allgemeinste Überblick zeigt uns, als die beiden Feinde des menschlichen Glückes, den Schmerz und die Langeweile
De Aphorismen zur Lebensweisheit, cap. II (Parerga I, 1851). Os dois inimigos da felicidade humana são a dor e o tédio; a vida oscila entre os dois como pêndulo.
