#Suicidio
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One considerable advantage, that arises from philosophy, consists in the sovereign antidote, which it affords to superstition and false religion. All other remedies against that pestilent distemper are vain, or, at least, uncertain.
Trecho de Notes on Suicide, de Simon Critchley, publicado em 2015 pela Fitzcarraldo Editions. No livro, a passagem se situa no ensaio filosófico sobre o suicídio.
In The Myth of Sisyphus, Camus's overriding argument is that suicide is not a legitimate response to the absurd. What is required is artistic creation in the face of the absurd. As Nietzsche would have put it, we need art in order not to die from the truth.
Passagem de Simon Critchley em Notes on Suicide, livro publicado em 2015 pela Fitzcarraldo Editions. O trecho situa Camus e Nietzsche no argumento do autor sobre o suicídio.
when sound philosophy has once gained possession of the mind, superstition is effectually excluded; and one may safely affirm, that her triumph over this enemy is more compleat than over most of the vices and imperfections, incident to human nature. Love or anger, ambition or avarice, have their root in the temper and affections, which the soundest reason is scarce ever able fully to correct.
Passagem de Simon Critchley em *Notes on Suicide*, livro publicado em 2015 pela Fitzcarraldo Editions, em Londres; a autoria está estabelecida pela fonte fornecida.
Saio da vida para entrar na história
Frase final da carta-testamento de Getúlio Vargas, datada de 24 de agosto de 1954, redigida horas antes do suicídio no Palácio do Catete.
Je vis seulement parce qu'il est en mon pouvoir de mourir quand je veux
De Syllogismes de l'amertume (1952). A possibilidade do suicídio como condição de continuar vivo: sem ela, já estaria morto.
Un livre est un suicide différé
De De l'inconvénient d'être né (1973). Escrever como adiamento do suicídio: cada livro é uma pausa concedida ao desespero.
Comment fait-il pour ne pas se tuer ?
De Précis de décomposition (1949). Diante de cada interlocutor, a única pergunta sincera: como ele consegue não se matar?
Ce n'est pas la peine de se tuer, puisqu'on se tue toujours trop tard
De De l'inconvénient d'être né (1973), parte II, p. 43. O suicídio como tarde demais por princípio: já se nasceu, já é depois.
If the room is smoky, if only moderately, I will stay; if there is too much smoke I will go
Discursos I.25.18. A porta está sempre aberta — autorização estoica do suicídio como saída quando a vida cessa de ser vivível.
Suicide may also be regarded as an experiment — a question which man puts to Nature
De Parerga und Paralipomena II, cap. XIII §160 (1851). O suicídio é experimento que destrói a consciência que faz a pergunta — experimento desajeitado.
Camus: a esperança é suicídio filosófico
Em O Mito de Sísifo, Camus chama de suicídio filosófico todo salto de fé que troca o absurdo pela esperança. Esperar é desistir de pensar.
Spinoza: ninguém se mata pela própria natureza — todo suicídio é servidão, não liberdade
Para Spinoza, todo suicídio é capitulação a causas externas. O ato que se apresenta como liberdade suprema é servidão total: o corpo vencido por afetos que já não consegue resistir.
O que se denomina uma razão para viver é ao mesmo tempo uma excelente razão para morrer
Camus em O Mito de Sísifo (1942). As convicções que dão sentido à vida são as mesmas pelas quais se aceita morrer.
Não há senão um problema filosófico verdadeiramente sério: o suicídio
Frase de abertura de O Mito de Sísifo (1942). Camus coloca o suicídio como a questão inaugural da filosofia: julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida.
Se eu me matar por projeto, me igualo a Deus
Paráfrase de Kirílov em Os Demônios (1872) de Dostoiévski. O suicídio por decisão filosófica, não por desespero, como prova da liberdade absoluta do homem.
