#Sugar-Relationships
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Tinder também ensina a fugir do sugar
Adriana Piscitelli observa que o mesmo Tinder onde se ofertam relações sugar está cheio de perfis masculinos performando o oposto — "só divide a conta", "só encontro igualitário". A tecnologia amplifica simultaneamente os dois pólos.
Bolsa Família, o italiano dispensado e a reviravolta parcial
Adriana Piscitelli sobre o caso de campo: garota cresce já dentro do Bolsa Família, dispensa o italiano por uma garota do bairro. Acesso a recursos reconfigura o mercado afetivo — mas só enquanto o acesso permanece.
Estruturas que não mudam, casais que mudam
Adriana Piscitelli recusa narrativa redentora e denúncia chapada: no plano coletivo, casamentos transnacionais não desmontam hierarquias de gênero; no plano individual, podem produzir relações domésticas mais igualitárias.
O amor é sempre material, sobretudo onde falta
Adriana Piscitelli e Michel Alcoforado: a materialidade existe em todas as classes, mas só é confessada onde a pobreza não permite o autoengano. Quanto mais escassos os recursos, mais visível a materialidade do afeto.
Sugar versus ajuda: duas misturas, dois julgamentos
Adriana Piscitelli traça a distinção que organiza o episódio: sugar é tolerada como contrato/performance, ajuda é escandalizada por misturar afeto e interesse de fato. A mesma cultura que tolera sugar subalterniza a ajuda.
