<?xml version="1.0" encoding="utf-8" standalone="yes"?><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><channel><title>Stuart-Hampshire on Scholion</title><link>https://scholion.thluiz.com/tags/stuart-hampshire/</link><description>Recent content in Stuart-Hampshire on Scholion</description><generator>Hugo -- gohugo.io</generator><language>pt-BR</language><copyright>© 2026</copyright><lastBuildDate>Mon, 02 Nov 2026 11:48:50 +0000</lastBuildDate><atom:link href="https://scholion.thluiz.com/tags/stuart-hampshire/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>Creio que todo aquele que tenha escrito sobre Espinosa e tentado interpretar o conjunto do seu pensamento tenha ficado [...] desconfortavelmente ciente de alguma parcialidade em sua interpretação quando retorna das suas palavras ao texto original. Seguramente, essa é a minha situação. Quando se reexamina historicamente o estudo de Espinosa, percebe-se que cada comentador, inconscientemente fiel a sua própria época e cultura filosófica, abraçou algum elemento particular do pensamento de Espinosa e então passou a desenvolver toda a sua filosofia a partir desse único centro. Espinosa como o crítico do cartesianismo; Espinosa como o livre-pensador e demolidor da teologia judaico-cristã; Espinosa como o metafísico dedutivo puro; Espinosa como o quase-místico, que imagina um nível de entendimento para além da razão discursiva; e, finalmente, Espinosa como o determinista científico, precursor dos materialistas mais crassos do século xix [...]. Essas máscaras foram todas fixadas nele, e cada uma delas se ajusta até certo ponto. Porém, elas permanecem sendo máscaras, e não o rosto vivo. Elas não deixam entrever as tensões moventes e os conflitos não resolvidos na Ética de Espinosa.</title><link>https://scholion.thluiz.com/notes/creio-que-todo-aquele-que-tenha-escrito-sobre-espi/</link><pubDate>Mon, 02 Nov 2026 11:48:50 +0000</pubDate><guid>https://scholion.thluiz.com/notes/creio-que-todo-aquele-que-tenha-escrito-sobre-espi/</guid><description>Citação de Stuart Hampshire, datada de 1960 em O livro das citações, de Eduardo Giannetti (Companhia das Letras, 2008).</description></item></channel></rss>