#Quatro-Causas-Aristoteles
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O futuro do conhecimento e usar os dois pés para andar
No fecho, sobre o quadro de Rafael: Aristóteles aponta para baixo e convida a usar os dois pés para andar — as quatro causas como técnica de integração do conhecimento, não verdade absoluta.
A causa final que só os outros descobrem
A causa final do indivíduo só se revela postumamente, aos que ficam; daí o existencialismo de Sartre e, na espécie, a seleção natural como causa final.
Penso, logo existo: a depressão como perda da causa eficiente
A causa eficiente do comportamento é o próprio agir; numa ponte com o cogito, a depressão é lida como perda da causa eficiente — deixar de agir é deixar de se reconhecer.
O deus platônico de cada área do saber
A fragmentação disciplinar é um retorno a Platão: cada área ganha seu deus absoluto — Weber, Darwin, Newton — sob cujo jugo o entendimento da realidade fica preso a poucas causas.
Educação para o trabalho, não para o saber
Como método, as quatro causas organizam o pensamento; mas a educação voltada ao trabalho fragmenta o saber em disciplinas e abandona a técnica aristotélica de estudar em função do problema.
As quatro causas de Aristóteles
Pelo exemplo da cadeira, Aristóteles enumera as quatro causas — material, formal, eficiente e final — cuja combinação constitui uma tecnologia para explicar qualquer fenômeno.
