#Prostituicao
5 notas · última:
Sugar versus ajuda: duas misturas, dois julgamentos
Adriana Piscitelli traça a distinção que organiza o episódio: sugar é tolerada como contrato/performance, ajuda é escandalizada por misturar afeto e interesse de fato. A mesma cultura que tolera sugar subalterniza a ajuda.
Necessidade como álibi moral
Dispositivo simbólico que reduz o peso de julgamento sobre uma ação reprovável quando ela aparece como resposta a uma carência objetiva. Examinado por Michel Alcoforado e Natânia Lopes no podcast Vox no contexto da prostituição: tanto o cliente que diz 'ajudar as meninas' quanto a puta que justifica o programa pela urgência alimentar operam o mesmo mecanismo, em pontas opostas.
Sabotagem da troca: ganhar o máximo dando o mínimo
Conceito-eixo do livro Cabaré, de Natânia Lopes. Descreve o princípio do trabalho da puta como recusa programática da equivalência justa que sustenta o circuito da dádiva mausssiana: ganhar o máximo dando o mínimo, em revanchismo de gênero contra a dívida histórica dos homens com as mulheres. Par antagônico da teoria da dádiva.
Piscitelli e as sugar relations (Unicamp)
Antropóloga brasileira, professora da Unicamp, ligada ao Núcleo Pagu. No podcast Vox, é citada por Natânia Lopes como pesquisadora de sugar relations — relações de patrocínio que se constroem por aversão à categoria 'prostituição'.
Natânia Lopes e a sabotagem da troca em Cabaré
Antropóloga brasileira, putativista. Em Cabaré (Editora Uruatu), formula a sabotagem da troca como princípio do trabalho da puta: ganhar o máximo dando o mínimo, em revanchismo de gênero contra a dívida histórica dos homens.
