#Naruhodo-466-Coletivismo
8 notas · última:
Gostar de alguém é habilidade, não sentimento
Gostar de alguém não é sentimento, é habilidade: o que importa não é dizer, é fazer. Daí a banalização do 'eu te amo', fácil de falar e difícil de bancar — a grande mensagem do episódio.
Não há sociedade pura: o inteligente, o burro e a morte
A pessoa inteligente vive para dentro e a burra para fora, mas cada um carrega os dois: por isso não há sociedade puramente coletivista ou individualista, e só a morte unifica o mundo multicultural.
A grande competência: lidar com a ambiguidade
Mais que soft ou hard skills, a competência decisiva é entender a ambiguidade de um mundo complexo, desigual e injusto e, ainda assim, cultivar gratidão por viver — o conflito de uma sociedade mista.
Pensamento holístico aceita a ambiguidade
O pensamento coletivista é holístico e intuitivo — pensa o todo, não as partes — e admite a ambiguidade: se A é verdade, não-A também pode ser, porque o que importa é colaborar com o grupo.
Teoria da subsistência: arroz versus trigo
A teoria do estilo de subsistência, de um artigo de 2014 na Science, deriva sociedades coletivistas e individualistas do cultivo de arroz versus trigo em dezenas de províncias chinesas.
Coletivismo prospera onde há menos recursos
O coletivismo é mais vantajoso na escassez, quando dividir mantém o grupo; China, Japão e Coreia mostram que enriquecer não leva necessariamente ao individualismo, refutando a velha teoria evolutiva.
Pluralidade exige abrir mão da própria felicidade
Conviver com gente diferente exige abrir mão da própria felicidade para se colocar no lugar do outro; o coletivismo dá suporte social e menos solidão, ao custo de menos abertura ao novo.
Alocentrismo: agir sem calcular o olhar alheio
O comportamento alocêntrico, típico de sociedades coletivistas, não é calcular o olhar alheio: é um modo de ação que nem passa pela consciência, como mostra o costume chinês de designar o lugar à mesa.
