#Milton-Santos-100-Anos
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Perus, Malagueta e Bacanaço: a literatura dos homens lentos
Marina aproxima Perus, Malagueta e Bacanaço de João Antônio do conceito miltoniano de homens lentos — a literatura urbana do submundo paulistano.
Homens lentos e pertinência da utopia
A força dos homens lentos remete à pertinência da utopia em Milton — e ao mercado socialmente necessário formulado com Ana Clara Torres Ribeiro.
Futuro dos homens lentos: esperança como construção
Compatibilizar o homem lento miltoniano com aceleracionismo de esquerda — e a esperança como traço atraente em Milton: o futuro vai ser desses homens lentos.
Lento para o capital, produtivo para a vida
Lento para o capital, mas produtivo em outros aspectos: o homem lento miltoniano e a inversão da pergunta sobre produtividade.
Homem lento como insubmissão ao produtivismo
O homem lento de Milton Santos como insubmissão às velocidades do capital — figura que recusa a temporalidade do produtivismo sem ser reformista.
Mercado socialmente necessário: Ana Clara Torres Ribeiro com Milton
Ana Clara Torres Ribeiro formula, em diálogo com Milton, o mercado socialmente necessário: arranjo que prioriza o circuito inferior contra a oligopolização e a meificação.
Fixos, fluxos, trabalho vivo e morto em Milton Santos
Pares conceituais que prepararam a definição madura do espaço: fixos e fluxos em Metamorfose do Espaço Habitado; trabalho vivo e morto em Por uma Economia Política da Cidade.
Papel ativo do espaço: o prático-inerte de Sartre em Milton Santos
Para Milton, a materialidade herdada condiciona ações presentes — força que ele nomeia, com Sartre, prático-inerte, e cunha como inércia dinâmica.
Espaço como sistemas de objetos e sistemas de ações
Em A Natureza do Espaço, Milton chega à definição madura: o espaço geográfico como conjunto indissociável de sistemas de objetos e sistemas de ações.
Três eixos epistemológicos da obra de Milton Santos
Flávia Grimm sistematiza a obra em três eixos: filosofia da técnica, economia política, cidadania como praxis. Em O Espaço do Cidadão, Milton contrapõe cidadão a consumidor.
Pirataria como contra-racionalidade: a flexibilidade tropical
Fábio Tosi mobiliza Milton para ler a pirataria como infraestrutura popular de acesso à arte — operada pelo conceito miltoniano de flexibilidade tropical.
Período popular da história e a pertinência da utopia
Diante da globalização perversa, Milton projeta um período popular regido pela centralidade do homem — em diálogo com Samir Amin e Fanon, recupera a pertinência da utopia.
Centralidade da periferia em Milton Santos
Milton recusa a categoria de país periférico: se dois terços da população do mundo vivem na África, Ásia e América Latina, é a periferia que é central.
Geografia como ciência do presente em Milton Santos
Marina Montenegro recupera a vocação metodológica de Milton: a geografia como ciência do presente, com periodização própria, recusando descrição estática e oportunismo conjuntural.
Milton Santos: o mundo como conjunto de possibilidades
Milton entendia o espaço geográfico como conjunto de possibilidades — algumas materializadas, outras latentes —, abrindo a obra à imaginação política e a futuros não realizados.
