#Metafisica
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Os metafísicos de Tlön não buscam a verdade nem a verossimilhança: buscam o assombro
Caracterização do pensamento de Tlön no conto homônimo (1940). A frase é proposta para a metafísica como gênero literário.
Não é como o mundo é que é o místico, mas que ele é
Proposição 6.44 do Tractatus. O místico não está no conteúdo do mundo, mas no fato bruto da existência. Wittgenstein nomeia o assombro com o ser.
反者道之動 — A reversão é o movimento do Tao
Dào Dé Jīng, cap. 40. Quatro frases curtas, núcleo metafísico do livro: o Tao se move por inversão; o ser nasce do não-ser.
Ich habe die Religion als die Metaphysik des Volkes bezeichnet
De Parerga und Paralipomena I, Über die Universitäts-Philosophie (1851). Religião é metafísica do povo: alegoria que cumpre, na multidão, a função que a filosofia cumpre nos raros.
Come chocolates, pequena! Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates. Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria
De Tabacaria, Álvaro de Campos (1928). Parêntese da menina dos chocolates — o segundo trecho mais citado do poema, depois do Não sou nada.
Deus est omnium rerum causa immanens, non vero transiens
Da Ethica I, prop. XVIII (1677). Deus é causa imanente, não transcendente: o efeito permanece dentro do agente e não se separa dele.
