<?xml version="1.0" encoding="utf-8" standalone="yes"?><rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"><channel><title>Leitura on Scholion</title><link>https://scholion.thluiz.com/tags/leitura/</link><description>Recent content in Leitura on Scholion</description><generator>Hugo -- gohugo.io</generator><language>pt-BR</language><copyright>© 2026</copyright><lastBuildDate>Wed, 27 May 2026 21:26:22 +0100</lastBuildDate><atom:link href="https://scholion.thluiz.com/tags/leitura/index.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title>O excesso de leitura priva a mente de toda a elasticidade, assim como a contínua pressão de um peso afrouxa uma mola. A maneira mais segura de jamais ter sequer um pensamento próprio é apanhar um livro toda vez que se tem um tempo livre. A prática desse hábito é a razão por que a erudição torna a maioria dos homens mais enfadonhos e tolos do que são por natureza, e priva os seus escritos de toda efetividade. Nas palavras de Pope, eles estão "para sempre lendo, jamais sendo lidos". [...] O homem que pensa por si mesmo busca as opiniões das autoridades só depois de ter adquirido suas próprias opiniões e meramente como confirmação delas, ao passo que o filósofo livresco começa com as autoridades e constrói suas opiniões coletando as opiniões dos outros: sua mente está para a do primeiro assim como um autômato está para um homem vivo. Uma verdade que foi apenas aprendida adere a nós somente como um membro artificial, um dente falso, um nariz de cera ou, no máximo, uma pele transplantada. Mas uma verdade conquistada pelo próprio pensamento é como um membro natural: só ela realmente nos pertence. Isso define a diferença entre um pensador e um scholar.</title><link>https://scholion.thluiz.com/notes/schopenhauer-verdade-membro-natural/</link><pubDate>Mon, 11 May 2026 12:01:48 +0100</pubDate><guid>https://scholion.thluiz.com/notes/schopenhauer-verdade-membro-natural/</guid><description>De Parerga und Paralipomena II, cap. XXII, §§258 e 260 (1851). Leitura em excesso atrofia o pensamento próprio; a verdade conquistada pelo raciocínio é membro natural — a meramente aprendida, prótese.</description></item><item><title>'Uma criança que lê será um adulto que pensa' — não é frase atribuível a Monteiro Lobato</title><link>https://scholion.thluiz.com/notes/lobato-misatribuicao-um-pais-se-faz-com-criancas-que-leem/</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 20:44:00 +0100</pubDate><guid>https://scholion.thluiz.com/notes/lobato-misatribuicao-um-pais-se-faz-com-criancas-que-leem/</guid><description>Aforismo motivacional sobre leitura, sem fonte primária identificada na obra de Lobato, atribuído indiscriminadamente também a Victor Hugo, Cervantes e outros autores. Apócrifo de origem incerta.</description></item><item><title>Ao terminar a leitura, o leitor corre à janela para ver se ainda há céu no mundo</title><link>https://scholion.thluiz.com/notes/lobato-ao-terminar-a-leitura-corre-a-janela/</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 20:32:00 +0100</pubDate><guid>https://scholion.thluiz.com/notes/lobato-ao-terminar-a-leitura-corre-a-janela/</guid><description>Carta de Lobato a Godofredo Rangel, escrita em Areias, 1907, reproduzida em &amp;lsquo;Lobato Letrador 1º Passo&amp;rsquo; (2018), p. 18. Definição precoce do efeito de leitura como interrupção do ar habitual.</description></item><item><title>A Julio Verne todo um mundo de coisas eu devo</title><link>https://scholion.thluiz.com/notes/lobato-julio-verne-formacao-do-espirito/</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 20:16:00 +0100</pubDate><guid>https://scholion.thluiz.com/notes/lobato-julio-verne-formacao-do-espirito/</guid><description>Reflexão de Lobato sobre a formação do leitor, em &amp;lsquo;Lobato Letrador Anexos&amp;rsquo; (2019), p. 179. Tese sobre a ficção como porta de entrada para o estudo abstrato.</description></item><item><title>Quem escreve um livro cria um castelo, quem o lê mora nele</title><link>https://scholion.thluiz.com/notes/lobato-quem-escreve-um-livro-cria-um-castelo/</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 19:48:00 +0100</pubDate><guid>https://scholion.thluiz.com/notes/lobato-quem-escreve-um-livro-cria-um-castelo/</guid><description>Aforismo de Monteiro Lobato registrado pela EdUSP no Dia Nacional do Livro (29 de outubro). Definição da relação entre autor e leitor como construção e habitação.</description></item><item><title>Um país se faz com homens e livros</title><link>https://scholion.thluiz.com/notes/lobato-um-pais-se-faz-com-homens-e-livros/</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 19:40:00 +0100</pubDate><guid>https://scholion.thluiz.com/notes/lobato-um-pais-se-faz-com-homens-e-livros/</guid><description>Trecho de &amp;lsquo;América&amp;rsquo; (1929), p. 45. Frase circula isolada como meme e foi suspeita de apócrifa, mas é autêntica e consta na obra de Lobato sobre os Estados Unidos.</description></item><item><title>Ir às livrarias para ele era cumprir um rito</title><link>https://scholion.thluiz.com/notes/erico-verissimo-livrarias-rito-religiao/</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 18:00:00 +0100</pubDate><guid>https://scholion.thluiz.com/notes/erico-verissimo-livrarias-rito-religiao/</guid><description>Frase de &amp;lsquo;Olhai os Lírios do Campo&amp;rsquo; (1938) que descreve a relação de Eugênio com os livros. A leitura como prática litúrgica de classe média intelectual.</description></item><item><title>A fama é uma forma — talvez a pior — de incompreensão</title><link>https://scholion.thluiz.com/notes/borges-pierre-menard-fama-incompreensao/</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 15:25:00 +0100</pubDate><guid>https://scholion.thluiz.com/notes/borges-pierre-menard-fama-incompreensao/</guid><description>Aforismo enxertado em Pierre Menard (1939). Borges o atribui ao próprio Menard ao discutir como o Quixote sobreviveu à popularidade.</description></item><item><title>Não queria compor outro Quixote — o que é fácil — mas o Quixote</title><link>https://scholion.thluiz.com/notes/borges-pierre-menard-quijote/</link><pubDate>Fri, 08 May 2026 15:20:00 +0100</pubDate><guid>https://scholion.thluiz.com/notes/borges-pierre-menard-quijote/</guid><description>Frase central de Pierre Menard, autor do Quixote (1939). Menard quer reescrever palavra por palavra o livro de Cervantes, e Borges desdobra o problema da identidade textual.</description></item><item><title>Ein Buch muß die Axt sein für das gefrorene Meer in uns</title><link>https://scholion.thluiz.com/notes/kafka-buch-axt-fuer-gefrorene-meer/</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 21:27:00 +0100</pubDate><guid>https://scholion.thluiz.com/notes/kafka-buch-axt-fuer-gefrorene-meer/</guid><description>Da carta a Oskar Pollak, 27 jan 1904. Um livro precisa ser o machado para o mar congelado dentro de nós.</description></item><item><title>Es wäre gut Bücher kaufen, wenn man die Zeit, sie zu lesen, mitkaufen könnte</title><link>https://scholion.thluiz.com/notes/schopenhauer-buecher-kaufen-zeit/</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 20:44:52 +0100</pubDate><guid>https://scholion.thluiz.com/notes/schopenhauer-buecher-kaufen-zeit/</guid><description>De Parerga und Paralipomena II, cap. XXIII §261 (1851). Comprar livros seria bom se também fosse possível comprar o tempo de lê-los; em geral confunde-se compra com posse.</description></item><item><title>Lesen heißt mit einem fremden Kopfe, statt des eigenen, denken</title><link>https://scholion.thluiz.com/notes/schopenhauer-lesen-fremder-kopf/</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 20:44:52 +0100</pubDate><guid>https://scholion.thluiz.com/notes/schopenhauer-lesen-fremder-kopf/</guid><description>De Parerga und Paralipomena II, cap. XXIII §261 (1851). Ler é pensar com cabeça alheia em vez da própria; só se deve ler quando o próprio pensamento seca.</description></item><item><title>Nusquam est qui ubique est</title><link>https://scholion.thluiz.com/notes/seneca-nusquam-est-qui-ubique-est/</link><pubDate>Thu, 07 May 2026 20:37:11 +0100</pubDate><guid>https://scholion.thluiz.com/notes/seneca-nusquam-est-qui-ubique-est/</guid><description>Da Epistula 2.2 a Lucílio. Quem está em todo lugar não está em lugar nenhum — argumento contra a dispersão da leitura e da atenção.</description></item><item><title>Clovis de Barros Filho: É preciso ter Brio!</title><link>https://scholion.thluiz.com/notes/clovis-de-barros-brio/</link><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 12:52:19 +0100</pubDate><guid>https://scholion.thluiz.com/notes/clovis-de-barros-brio/</guid><description>A receita de Clóvis de Barros Filho para estudar: três páginas de Kant, lidas até entender — porque sem brio, nenhuma pedagogia adianta.</description></item></channel></rss>