#Investigacoes-Filosoficas
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O corpo humano é a melhor imagem da alma humana
Investigações Filosóficas, Parte II, iv. Tese contra o dualismo: a alma não está escondida por trás do corpo. Ela se mostra nele.
Quando obedeço a uma regra, não escolho. Sigo a regra cegamente
Investigações Filosóficas §219. Seguir regra não é escolher entre interpretações. É reação treinada, não deliberação consciente.
Esgotadas as justificações, cheguei à rocha e minha pá se entorta
Investigações Filosóficas §217. Imagem do limite da justificação: cavar mais é gesto vão. A regra se ensina por treinamento, não por argumento.
Os aspectos das coisas mais importantes para nós ficam ocultos por sua simplicidade e familiaridade
Investigações Filosóficas §129. O que estrutura nossa compreensão fica invisível justamente por ser corriqueiro. Diagnóstico do trabalho filosófico.
Não pense, mas olhe!
Investigações Filosóficas §66. Wittgenstein interrompe a busca por essência conceitual e pede observação dos casos. Método contra a generalização precoce.
Se um leão pudesse falar, não poderíamos compreendê-lo
Investigações Filosóficas, Parte II, xi. A compreensão linguística pressupõe forma de vida partilhada. Sem ela, mesmo a fala traduzível seria opaca.
Não é acordo em opiniões, mas em forma de vida
Investigações Filosóficas §241. O acordo que fundamenta a linguagem não está em juízos compartilhados, mas em uma Lebensform comum prévia.
Nenhum curso de ação pode ser determinado por uma regra
Investigações Filosóficas §201. Paradoxo da regra: qualquer ação pode ser interpretada como conforme à regra. Núcleo do problema do seguir-uma-regra.
A filosofia é uma luta contra o enfeitiçamento da nossa inteligência pela linguagem
Investigações Filosóficas §109. Wittgenstein redefine o trabalho filosófico como terapia contra os enredos que a própria linguagem nos impõe.
Para uma grande classe de casos, o significado de uma palavra é seu uso na língua
Investigações Filosóficas §43. Wittgenstein desloca o significado da referência para o uso. Frase central da virada para a filosofia da linguagem comum.
