#Filosofia-No-Direito-Streck
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Algocracia e o reencantamento do mundo
Streck inverte Weber: a algocracia produz reencantamento, não desencantamento. O algoritmo opera como atalho para fugir da angústia da modernidade.
Os três modos de interpretação (Eco, Harvard 1992)
Estrutura central da discussão sobre superinterpretação: Eco propõe três modos — texto-coincidente, sem limites, e o intermediário hermenêutico.
Eco contra Eco: fascismo eterno e a Abadia de Melk
Streck e Eco: a crítica de que Eco cai na superinterpretação que combateu, e a viagem biográfica à Abadia de Melk, lugar do narrador de O Nome da Rosa.
Do Homo Sapiens ao Homo Ridiculus
Diagnóstico de Streck: salto antropológico em que as pessoas perderam toda a vergonha. A erosão da vergonha como tema central.
Se o direito é o que os tribunais dizem, não é direito
Crítica de Streck ao precedentalismo brasileiro: se o direito for definido como o que os tribunais dizem, deixa de ser direito.
A modernidade nasce com angústia (Kierkegaard)
O brain rot algorítmico é resposta técnica a uma demanda mais funda: a tentativa de desangústia. Cultura algorítmica produz psicotrópicos epistêmicos.
Doutrina, IA e o açougue: por que a espécie precisa sobreviver
Justificação dupla do constrangimento epistemológico: darwiniana (juristas em extinção pela IA) e a analogia do açougue como constrangimento social.
Constrangimento epistemológico contra a interpretação ilimitada
Streck propõe a doutrina como instância capaz de constranger as decisões dos tribunais. Discricionariedade judicial é superinterpretação.
