#Filosofia-Da-Linguagem
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Pesquisa Viva: A Characteristica Universalis de Leibniz e os Vetores
Até onde Leibniz chegou com a characteristica universalis, e até onde um LLM, na prática, realiza o que ele almejava? Ele foi um visionário a quem só faltava poder computacional, ou o projeto era de outra natureza?
As etimologias do Crátilo de Platão
Catálogo das etimologias que Sócrates propõe no Crátilo para sustentar que os nomes guardam a natureza das coisas, com a contraprova da linguística histórica. No conjunto, quase todas derivam de movimento e fluxo; quase nenhuma se sustenta diante da etimologia moderna, que as expõe como etimologia popular.
A correção dos nomes: o problema do Crátilo de Platão
O Crátilo de Platão funda a pergunta ocidental sobre a linguagem: os nomes são corretos por natureza ou por convenção? Hermógenes, Crátilo e Sócrates disputam, e o diálogo conclui que o real não se conhece pelos nomes, mas pelas coisas.
Pesquisa Viva: Pensamento, Linguagem e Filosofia
O pensamento depende da língua em que é pensado, ou a precede? Mapear as duas teses opostas — a língua molda o pensamento (relativismo) e o pensamento é prévio à língua (universalismo/mentalês) — e o que cada tradição filosófica fez com elas.
A curiosa semelhança de família de todo filosofar indiano, grego e alemão tem uma explicação simples
De Para Além de Bem e Mal §20 (1886). Nietzsche explica a semelhança entre as filosofias indiana, grega e alemã pelo parentesco linguístico: a gramática comum guia, sem que se perceba, o curso dos sistemas.
A invenção até mesmo do mais simples adjetivo precisou de mais metafísica do que estamos aptos a estar cientes
Passagem do ensaio de Adam Smith sobre a origem das línguas (1761): nomear a cor 'verde' já exige abstrair a qualidade da substância, e por isso o adjetivo mais banal pressupõe metafísica.
Pesquisa Viva: Wittgenstein
Mapear o projeto filosófico de Wittgenstein — Tractatus, Investigações Filosóficas, jogos de linguagem, virada gramatical, terapia conceitual — e a relação com Ryle, Austin e a filosofia da linguagem comum.
Da ontologia à gramática: a virada da filosofia da linguagem comum
A tese 'Ryle dissolve ontologia em gramática' faz parte de um movimento maior: a filosofia da linguagem comum (Wittgenstein tardio, Ryle, Austin) substitui a pergunta sobre o ser pela pergunta sobre uso significativo da língua. Wittgenstein é o caso mais explícito ('a essência se expressa pela gramática'); Ryle e Austin operam na mesma chave.
O que é uma categoria, para Ryle
Ryle se recusa a dar definição positiva de 'categoria'. Categoria não é uma entidade nem um gênero supremo do real, como em Aristóteles; é a posição lógico-gramatical que uma expressão ocupa. Definir categoria de forma substantiva é cair no mesmo tipo de erro que ele quer denunciar.
Como funcionam as categorias em Ryle
Ryle, em 'Categories' (1938) e em The Concept of Mind (1949), define categoria como tipo lógico detectado pelo teste de substituição: se trocar uma expressão por outra na mesma frase produz absurdo, as expressões são de categorias diferentes. Não há tábua finita; categorias são abertas e identificadas localmente.
