#Fernando-Pessoa-Ortonimo
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Tudo vale a pena se a alma não é pequena
De Mensagem (1934), Mar Português, segunda estrofe. Único livro de poesia que Pessoa publicou em vida, premiado pelo SPN salazarista.
Tudo quanto penso, tudo quanto sou, é um deserto imenso onde nem eu estou
Poema do ortônimo Pessoa, datado 11 mar 1935 (oito meses antes da morte). Recolhido em Poesias Inéditas (Ática); Arquivo Pessoa 354.
Sê plural como o universo!
Apontamento solto do ortônimo Pessoa, recolhido em Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação (Ática, 1966). NÃO pertence ao Livro do Desassossego.
O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente
Quadra inicial de Autopsicografia, ortônimo Pessoa (1 abr 1931, pub. Presença 1932). Definição programática da heteronímia tratada como teoria poética.
O mito é o nada que é tudo
De Ulisses, primeiro poema de Mensagem (1934). Definição do mito como nada que sustenta tudo, na fundação mítica de Lisboa.
Navegar é preciso; viver não é preciso
Pessoa cita explicitamente como frase dos navegadores antigos. A formulação latina (Navigare necesse) é atribuída por Plutarco a Pompeu, séc. I a.C.
Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem achei
Do Cancioneiro (ortônimo Pessoa, 1930). Atenção: circula frequentemente atribuída a Ricardo Reis — o poema-base é do ortônimo, não do heterônimo.
Foi o dia triunfal da minha vida, e nunca poderei ter outro assim
Da carta a Adolfo Casais Monteiro (13 jan 1935). Pessoa narra o nascimento dos heterônimos em êxtase de escrita: trinta poemas a fio, em pé, em êxtase indefinível.
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce
Verso de abertura de O Infante, em Mensagem (1934). Tornou-se aforismo nacional em Portugal sobre a relação entre vontade, imaginação e realização.
