#Felicidade
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Procurar a nossa felicidade através da felicidade dos outros
Conselho de Olívia em carta sem data, registrado em 'Olhai os Lírios do Campo' (1938). Reformulação altruísta da felicidade individual.
Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente
Definição de felicidade que aparece em 'Olhai os Lírios do Campo' (1938). Não é estado afetivo, é certeza moral sobre o uso do tempo de vida.
Há na felicidade presente uma gota da baba de Caim
Capítulo VI de Memórias Póstumas. Brás Cubas avisa que não se confie no instante feliz, contaminado pelo gérmen fratricida — referência a Caim que Machado retoma em outras passagens.
Cometi o pior dos pecados que um homem pode cometer. Não fui feliz
Verso de abertura do soneto El remordimiento (La moneda de hierro, 1976). Aos 76 anos, Borges identifica como pecado o que a tradição cristã não classifica como tal.
Show me someone who is ill and yet happy, in danger and yet happy, dying and yet happy
Discursos II.19.24. Critério estoico para reconhecer o sábio: não a doutrina exposta, mas a postura sustentada nas circunstâncias adversas.
Der allgemeinste Überblick zeigt uns, als die beiden Feinde des menschlichen Glückes, den Schmerz und die Langeweile
De Aphorismen zur Lebensweisheit, cap. II (Parerga I, 1851). Os dois inimigos da felicidade humana são a dor e o tédio; a vida oscila entre os dois como pêndulo.
On n'est jamais si heureux ni si malheureux qu'on s'imagine
Maxime 49. A imaginação amplifica simetricamente felicidade e infelicidade, e o estado real do sujeito fica entre as duas projeções.
Very little is needed to make a happy life
Das Meditações VII, 67 (Long). O necessário para uma vida feliz é pouco e quase tudo está dentro do próprio modo de pensar.
Tota felicitas aut infelicitas in hoc solo sita est: videlicet in qualitate obiecti, cui adhaeremus amore
Do Tractatus de Intellectus Emendatione (póstumo, 1677), §9. Toda felicidade ou infelicidade depende da qualidade do objeto a que nos prendemos pelo amor.
J'ai décidé d'être heureux parce que c'est bon pour la santé
Atribuída a uma carta de Voltaire ao Abbé Trublet. Circula amplamente em compilações francesas e inglesas, embora a formulação exata não seja localizável com precisão na correspondência conhecida.
A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra. São inseparáveis
Camus em O Mito de Sísifo (1942), capítulo final. Não há felicidade sem consciência do absurdo, nem absurdo sem alegria de estar vivo.
