#Fascismo
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Rubio em Munique: o mesmo discurso dos anos 30
Se trocasse Rubio por Hitler, daria mais ou menos a mesma coisa — necessidade de expansionismo, ambiguidade militar, civilização ocidental como pretexto.
Fascismo se apresenta como Modernização
O fascismo histórico se apresentou como modernização — futurismo italiano, integralismo brasileiro — reinterpretando massacres como custo necessário do progresso.
Quem controla a estética, controla a política
A questão política fundamental é quem controla as formas da sensibilidade — o que se é capaz de sentir, ver e perceber. O fascismo compreende isso.
Pasolini: consumo fascistiza a sociedade
Pasolini identificou que a sociedade se fascistiza pela homogeneização cultural e pelo consumo — não basta uma teoria do Estado, é preciso entender a reprodução social.
Estado Nazista: Carnaval de facções organizado pela guerra externa
O Estado nazista não era orgânico — era um carnaval de facções (partido, burocracia, indústria, exército) que só a guerra conseguia unificar.
Desejo de Catástrofe estrutura o fascismo (necropolítica)
Hitler ordenou destruir infraestrutura alemã no fim da guerra — o fascismo carrega um desejo de catástrofe e uma violência que se volta contra si mesma.
Estado trata trabalhadores em greve como inimigos internos
Chamar o Exército para manter refinarias durante greve ilustra a lógica de guerra na gestão do conflito social — herança neoliberal que facilita guinadas autoritárias.
Safatle define Fascismo: Desaparecimento do diferente?
Fascismo é violência que reconstrói sujeitos até que não se sinta mais o desaparecimento do outro — ele já não é percebido como parte do mesmo corpo social.
Pq é difícil enxergar o fascismo no Brasil
Tecnologias de extermínio do fascismo foram testadas antes nas colônias — a lógica que não vê violência contra certos grupos, em crise, tende a se generalizar.
Integralismo: fascismo brasileiro que nunca acabou
O Brasil teve o maior partido fascista fora da Europa com 1,2 milhão de membros — essas pessoas não desapareceram no ar.
Fascismo como destino interno do neoliberalismo
Trump, Bolsonaro, Orbán não são desvios — são expressão orgânica do neoliberalismo. O fascismo não é marcha-ré da história, é possibilidade interna da modernização.
Fascismo como mobilização de violência e dessensibilização
Fascismo é mobilização de violência que altera os afetos sociais por dessensibilização — em crises estruturais que não vão passar, a tendência é o autoritarismo se espalhar.
Fascismo restrito: a violência interna da democracia liberal
Safatle propõe trocar 'democracia liberal' por 'fascismo restrito' — as democracias ocidentais sempre mantiveram zonas onde o Estado podia matar.
