#Entrevista
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Quem diz uma coisa com dez palavras é porque não pode dizer com cinco
Aforismo de Gilberto Gil sobre concisão verbal, registrado em entrevista à revista *ISTOÉ Gente* em dezembro de 2004, durante seu período de Ministro da Cultura.
A música brasileira, que ia muito bem, de repente acabou
Declaração de Tom Jobim à BBC em junho de 1986, em entrevista sobre o impacto da ditadura militar (1964-1985) na produção cultural brasileira. Diagnóstico retrospectivo, no primeiro ano após a redemocratização.
Eu vivo no mato. Eu vivo dentro da floresta da Tijuca
Resposta de Tom Jobim no Roda Viva (20 de dezembro de 1993) sobre sua vida cotidiana e seus interesses ecológicos. A frase situa o compositor da Garota de Ipanema como morador de mata, não de orla.
O Rio que eu conheci não existe mais
Resposta de Tom Jobim no Roda Viva (20 de dezembro de 1993) sobre as transformações da cidade que aparece em sua obra. Diagnóstico sem nostalgia performática: a cidade-musa é descrita como objeto perdido.
Esclareci que eu não era comunista, era pianista
Resposta de Tom Jobim no Roda Viva (20 de dezembro de 1993) sobre uma detenção política durante a Era Vargas. Recurso humorístico para lidar com episódio de repressão sem dramatização.
Se eu tivesse nascido na Hungria, certamente faria música húngara
Resposta de Tom Jobim no programa Roda Viva (TV Cultura, 20 de dezembro de 1993) sobre por que faz música brasileira. Formulação que descarta tanto o nacionalismo programático quanto o internacionalismo descontextualizado.
O livro é uma mercadoria como outra qualquer
Entrevista à Rádio Record em julho de 1948, dias antes da morte de Lobato. Defesa do livro como bem de consumo e da responsabilidade do escritor pela vendabilidade da obra.
Nenhum escritor pode criar do nada
Declaração à Folha de São Paulo, junho de 1970. Veríssimo recusa o mito do gênio criador e defende a literatura como recombinação de experiência e leitura.
Va vingt minutes au cimetière
De entrevista a Salmagundi (1994). O conselho recorrente de Cioran a desesperados: meia-hora num cemitério vale mais que um médico.
