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XVI Encontro de Idioma, Cultura e Pensamento Chinês para o Kung Fu
Anotações do décimo sexto encontro, o primeiro no novo horário e com o Si Suk Homero Pereira como convidado. Os três modos de dizer sistema em chinês: Kuen Paai 拳派, a maneira de lutar; Mun Paai 門派, a cultura da casa e da transmissão; e Hai Tong 系統, a organização linear em que a ordem é componente. No caminho, a etiqueta de perguntar pela linhagem e não pelo Si Fu, a lista como forma mais próxima da neutralidade, o Gu Lao como exemplo de não sistema, e a pergunta sobre como se diz sistema solar.
Etimologia de 喬 (Kiu — Qiáo / kiu4)
Alto, elevado. O Shuowen define 喬 como 高而曲也, "alto e curvo"; a CUHK o lê como forma diferenciada de 高, com um traço curvo acrescentado no topo. É o fonético de 橋, ponte.

XV Encontro de Chinês Instrumental
Anotações do décimo quinto encontro de Chinês Instrumental, conduzido por Si Fu, com Thiago Silva e Daniel Araújo, e Guilherme Farias a partir da metade. Na primeira parte, os ajustes do formato: o novo nome Idioma, Cultura e Pensamento Chinês, o horário de quarta às 19h com o Mo Gun, a aula aberta de 07/10 e a convocação de Guilherme. Na segunda, o Siu Nim Tau: a apresentação de Thiago Silva, Nim Tau como vontade manipulatória, o Ging como intenção fraca, as combinações dos três sentidos de cada termo, a passagem da ideia para a interação inteligente, a pequena lembrança do mais importante, e o comunicar no lugar do falar.

XIV Encontro de Chinês Instrumental
Anotações do décimo quarto encontro de Chinês Instrumental, conduzido por Si Fu, com Claudio Teixeira, Thiago Silva e Daniel Araújo. Tópicos revisados: Siu Nim Tau 小念頭 como nome e como termos separados, os três sentidos de Siu (pequeno, embrionário, insignificante), a precisão do gesto que vem da precisão do pensamento, Nim como atualização do Sam, o tempo que atravessa a pessoa parada, cronos e kairós, o tempo cíclico das sociedades agrícolas, Nim como ideia, pensamento e lembrança, Tau como cabeça, início e mais importante, e o exercício de escrever e combinar os sentidos.
China's AI-Powered Self-Driving Car Market Is Ahead of the U.S.
Government-backed infrastructure, deeper data access, and higher public trust in AI give China's autonomous vehicle industry a real lead over the fragmented, courtroom-driven U.S. approach.
Bungling Chinese Hitmen Jailed After Repeatedly Outsourcing Murder
A hit contract in China passed through five subcontracted assassins, each skimming a cut, until the cheapest one faked the killing with his own target's help.
Poder e socialismo: Governança, classes, ciência e projetamento na China
Elias Jabbour e Roland Boer analisam a governança política chinesa como chave para entender o crescimento do país, dando sequência à discussão sobre economia do projetamento iniciada em China: o socialismo do século XXI.
Inside China's Real Advantage: Manufacturing at Scale
Notes from a factory tour of Liyang, China's battery capital: manufacturing edge as an engineered system where speed and scale outrank near-term profit.

XIII Encontro de Chinês Instrumental
Anotações do décimo terceiro encontro de Chinês Instrumental, conduzido por Si Fu, com Claudio Teixeira, Thiago Silva e Daniel Araújo. Tópicos percorridos: o ideograma dentro do quadrado e a noção de forma lateral, a decomposição de Faat 法 como a água que varre, os cinco elementos chineses contra os quatro ocidentais, as três energias contidas no homem e as duas externas a ele, o ideograma de humanidade como pessoa mais dois, a leitura dos domínios pelos elementos, o caminho do Sei Jong ao Maai Saang Jong, a elasticidade da interpretação, a etimologia como mecanismo de lembrança, o cuidado com a internet e com a inteligência artificial, e interno e externo lidos como direção.

XII Encontro de Chinês Instrumental
Anotações do décimo segundo encontro de Chinês Instrumental, conduzido por Si Fu, com Claudio Teixeira, Thiago Silva e Daniel Araújo. Tópicos revisados: a diferença entre transliteração, tradução e interpretação, a origem budista do Sam Faat 心法 como um método de transmissão entre outros, sua mecânica nas caminhadas com o mestre, o silêncio como campo de reflexão, as categorias idioma, dialeto e língua, os tons e a convenção de escrita da linhagem, os ideogramas Sam (coração/mente) e Fat (método), o fonetismo por trás dos nomes chineses de países, e o pensamento chinês organizado por movimento, não por posição.

XI Encontro de Chinês Instrumental
Anotações do décimo primeiro encontro de Chinês Instrumental, conduzido por Si Fu, com Claudio Teixeira e o novo participante Daniel Araújo. Tópicos revisados a pedido de Claudio: Mandarim como idioma oficial, Cantonês sem sistema de transliteração próprio, a Denominação Moy Yat Ving Tsun como jargão de compromisso, o Cantonês relevante pela província de Guangdong e não pelo toisanês de Si Taai Gung, o papel do contexto contra a homofonia e os tons, a escuta chinesa contida, a língua chinesa como ordenadora do pensamento, o caso do ideograma de Lap Sau fora do MDBG, e o fechamento sobre revisão e prontidão.

X Encontro de Chinês Instrumental
Anotações do décimo encontro de Chinês Instrumental, conduzido por Si Fu, com Claudio Teixeira e Thiago Silva. O encontro percorreu a distância entre a gramática chinesa dos termos de tratamento e o uso que cada família Kung Fu faz deles: por que Si Fu não é soma de dois ideogramas, os termos emprestados como Si Hing e Sin Saang, a Si Nai e o Dai Si Fu da família de Leung Ting, a diferença entre Si Fu pai e Si Fu mestre, os termos cunhados para gerações vivas (Si Gung, Si Taai Gung, Gung Gung), o protocolo dos antepassados (Si Jo) e o relato da titulação do próprio Si Fu, em 2003.
Etimologia de 分 (Fan — Fēn / fan1)
分 — 'dividir, separar': composto de 八 (separação) e 刀 (faca), a faca que separa as coisas. Estudiosos defendem que 八 e 分 foram originalmente o mesmo caractere.

IX Encontro de Chinês Instrumental
Anotações do nono encontro de Chinês Instrumental, conduzido por Si Fu, com Claudio Teixeira e Thiago Silva. O encontro decupou o nome Baat Jaam Do 八斬刀 caractere por caractere: 八 (a sorte como aleatório neutro e as oito direções), 斬 (o corte que decapita, 車 mais 斤) e 刀 (a faca, o Ving Tsun Do), com o contraste do 切 de cozinha, a lógica das oito partes e das oito sequências, e a discussão sobre fluxo, peso da faca e sorte ativa.
Glossário dos radicais primitivos (Kangxi)
Verbete compacto para cada um dos 33 radicais Kangxi que não são caracteres plenos de uso corrente — primitivos de traço e componentes gráficos (丨 丶 丿 亅 冖 勹…): Shuowen verbatim, leituras atestadas e leitura paleográfica, das mesmas 7 fontes das notas individuais.
Etimologia de 夕 (Zik — Xī / zik6)
O pictograma de entardecer/noite, radical Kangxi nº 36. O Shuowen lê 夕 como 莫也 'crepúsculo', 'anoitecer', a lua meio visível; a paleografia registra um grafismo de lua associado ao cair da tarde.
Etimologia de 斗 (Dau — Dǒu / dau2)
O pictograma de uma concha/copo de cabo longo para medir ou entornar líquidos e grãos, radical Kangxi nº 68. O Shuowen o define como “dez sheng”, enfatizando a função metrológica; a paleografia da CUHK lê a forma arcaica como o utensílio de cabo.
Etimologia de 止 (Zi — Zhǐ / zi2)
O pictograma de pé, radical Kangxi nº 77. O Shuowen lê 止 como 下基也 'base inferior', associando-o a 艸木出有址; a paleografia da CUHK e do hanziyuan lê a forma como pé/palma do pé.
Etimologia de 支 (Zi — Zhī / zi1)
O caractere 支, radical Kangxi nº 65. O Shuowen o define como “ramo de bambu retirado”, analisando a forma como mão segurando meio bambu; as fontes modernas registram a especialização posterior em “ramo; divisão; sustentar; pagar” e usos classificadores.
Etimologia de 爪 (Zaau — Zhuǎ / zaau2)
O pictograma de garra/mão voltada para baixo, radical Kangxi nº 87. O Shuowen glosa 覆手曰爪; a paleografia da CUHK lê mão invertida com unhas/garras.
Etimologia de 戶 (Wu — Hù / wu6)
O pictograma de uma folha de porta, radical Kangxi nº 63. O Shuowen glosa 戶 como 護也 e define 半門曰戶; a paleografia lê a forma como uma folha de porta.
Etimologia de 禾 (Wo — Hé / wo4)
O pictograma de um pé de cereal, radical Kangxi nº 115. O Shuowen define 禾 como 嘉穀也, com ciclo sazonal de crescimento e maturação; a paleografia o lê como a figura inteira da planta.
Etimologia de 殳 (Syu — Shū / syu4)
O radical Kangxi nº 79, nome de uma arma antiga de bambu ou madeira. O Shuowen define 殳 como instrumento para ferir pessoas; a paleografia o lê como mão segurando ferramenta de golpe.
Etimologia de 疋 (So — Shū / so1)
O radical Kangxi nº 103. O Shuowen define 疋 como 足也 'pé' e o descreve graficamente como perna e pé; outras fontes registram também usos posteriores ligados a 匹 e 雅.
Etimologia de 小 (Siu — Xiǎo / siu2)
O radical Kangxi nº 42, 'pequeno'. O Shuowen o define como 物之微也 'o diminuto das coisas'; as leituras paleográficas registradas veem três pontos marcando pequenez ou grãos de areia.
Etimologia de 氏 (Si — Shì / si6)
O radical Kangxi nº 83. O Shuowen define 氏 como nome de montanha em Bashu e descreve uma arriba prestes a ruir; a CUHK registra outra leitura paleográfica, como forma antiga de 匙.
Etimologia de 尸 (Si — Shī / si1)
O radical Kangxi nº 44, glosado no Shuowen como 陳也 e explicado graficamente como 象臥之形; as fontes modernas divergem entre “corpo/cadáver” e a pessoa viva que representa o morto em ritos.
Etimologia de 片 (Pin — Piàn / pin3)
O radical Kangxi nº 91, "fatia; lasca". O Shuowen define 片 como 判木也, "madeira fendida", a partir de metade de 木; as fontes modernas glosam "parte/fatia", "lâmina fina" e usos como classificador.
Etimologia de 爻 (Ngaau — Yáo / ngaau4)
O radical Kangxi nº 89. O Shuowen glosa 爻 como 交也 'cruzamento'; a CUHK registra leituras paleográficas que o tomam como forma de varetas de adivinhação e uso original ligado à divinação por 筮數.
Etimologia de 牙 (Ngaa — Yá / ngaa4)
O pictograma de dentes cruzados, radical Kangxi nº 92. O Shuowen define 牙 como 牡齒 "molar"; a paleografia lê forma de dentes superiores e inferiores em disposição alternada.
Etimologia de 瓦 (Ngaa — Wǎ / ngaa5)
O pictograma de objeto cerâmico/telha, radical Kangxi nº 98. O Shuowen define 瓦 como 'nome geral dos utensílios de barro já queimados'; as fontes modernas também registram o sentido de telha.
Etimologia de 毋 (Mou — Wú / mou4)
O radical Kangxi nº 80, com sentido de proibição/negação. O Shuowen o define como 止之也; fontes paleográficas registram empréstimo gráfico de 母 e posterior diferenciação.
Etimologia de 无 (Mou — Wú / mou4)
O radical Kangxi nº 71. No hanziyuan, 无 aparece tanto como simplificação de 無 quanto como grafia antiga/autônoma; o Shuowen o registra como 奇字 e também traz 𣠮 como forma principal em 亡部.
Etimologia de 毛 (Mou — Máo / mou4)
O pictograma de pelos e plumas, radical Kangxi nº 82. O Shuowen define 毛 como 'pelos das sobrancelhas e cabelos, e pelos de animais'; a paleografia o lê como forma de pelagem ou penugem.
Etimologia de 皿 (Ming — Mǐn / ming5)
O pictograma de recipiente raso, radical Kangxi nº 108. O Shuowen define 皿 como utensílio para comida e o aproxima de 豆; a paleografia o lê como figura de um recipiente para conter alimentos.
Etimologia de 矛 (Maau — Máo / maau4)
O pictograma de uma lança, radical Kangxi nº 110. O Shuowen define 矛 como 酋矛, arma hasteada de guerra montada no carro; a paleografia descreve ponta, corpo,銎 e耳 do objeto.
Etimologia de 曰 (Joek — Yuē / joek6)
O radical Kangxi nº 73. O Shuowen define 曰 como 詞也 e analisa a forma como 口 com traço/气 saindo; a paleografia da CUHK lê o grafismo como fala que sai da boca.
Etimologia de 穴 (Jyut — Xué / jyut6)
O pictograma de caverna, radical Kangxi nº 116. O Shuowen glosa 穴 como 土室也 "habitação de terra"; a paleografia da CUHK e do 小學堂 lê forma de caverna, não derivada de 八.
Etimologia de 玄 (Jyun — Xuán / jyun4)
O radical Kangxi nº 95, com campo semântico de negro avermelhado, profundidade e mistério. O Shuowen define 玄 como 幽遠也 e 'negro com matiz vermelho'; a paleografia o lê como figura de fio/seda tingido(a).
Etimologia de 幺 (Jiu — Yāo / jiu1)
O caractere de 'pequeno, diminuto' e nome vulgar do numeral um em soletração oral, radical Kangxi nº 52. O Shuowen glosa 小也 e o descreve como figura de criança recém-nascida; a paleografia registra debate sobre relação com 糸.
