#Carta-Testamento
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Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás
Quinto parágrafo da carta-testamento de Vargas (24/08/1954). Articulação explícita entre suicídio e nacionalização do petróleo, transformando a Petrobrás em causa do martírio.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora
Trecho do sétimo parágrafo da carta-testamento de Vargas (24/08/1954). Construção rítmica que transforma a presidência em desgaste contado em unidades cada vez menores.
Meu sacrifício nos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta
Frase do nono parágrafo da carta-testamento de Vargas (24/08/1954). Programa explícito de transformação do morto em emblema político mobilizador.
Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna
Trecho do penúltimo parágrafo da carta-testamento de Vargas (24/08/1954). Inverte a relação entre presidente e povo, transferindo a libertação do líder para o povo.
Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se
Frase de abertura da carta-testamento de Vargas (24/08/1954). Constrói o adversário como conluio recorrente e enquadra a crise de 1954 como repetição de ataques anteriores.
Escolho este meio de estar sempre convosco
Frase do oitavo parágrafo da carta-testamento de Vargas (24/08/1954) que enquadra o suicídio como ato de presença permanente, não de retirada.
Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo
Início do parágrafo final da carta-testamento de Vargas (24/08/1954). O paralelismo soldando nação e povo como vítimas da mesma operação econômica.
Sigo o destino que me é imposto
Abertura do terceiro parágrafo da carta-testamento de Vargas (24/08/1954), articulando o suicídio como passagem fatal e não como escolha pessoal.
Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte
Antepenúltima frase da carta-testamento de Vargas (24/08/1954). Construção da morte como dádiva pública, deslocando o suicídio individual para o registro do sacrifício político.
Saio da vida para entrar na história
Frase final da carta-testamento de Getúlio Vargas, datada de 24 de agosto de 1954, redigida horas antes do suicídio no Palácio do Catete.
