#Bernardo-Soares
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Viver é ser outro
Do Livro do Desassossego (Bernardo Soares), fragmento aproximado de 299 no Arquivo Pessoa. Sentir hoje o mesmo que ontem é apenas lembrar, não sentir.
Minha pátria é a língua portuguesa
Do Livro do Desassossego (Bernardo Soares), fragmento 259 (ed. Coelho 1982). Trecho originalmente publicado em vida na revista Descobrimento (1931).
Apagar tudo do quadro de um dia para o outro, ser novo com cada nova madrugada, numa revirgindade perpétua da emoção
Do Livro do Desassossego (Bernardo Soares), continuação do fragmento Viver é ser outro (Arquivo Pessoa 299). A revirgindade da emoção como ideal.
A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida
Do Livro do Desassossego (Bernardo Soares), fragmento 116 (ed. Coelho 1982). A literatura como evasão estética da realidade.
