#Barca-De-Gleyre
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Não há livros, Rangel! Nós precisamos entupir este país com uma chuva de livros
Carta a Godofredo Rangel, Caçapava, 16 de janeiro de 1915. Manifesto editorial precoce de Lobato, três anos antes da publicação de 'Urupês' e dez antes da fundação da Companhia Editora Nacional.
Ao terminar a leitura, o leitor corre à janela para ver se ainda há céu no mundo
Carta de Lobato a Godofredo Rangel, escrita em Areias, 1907, reproduzida em 'Lobato Letrador 1º Passo' (2018), p. 18. Definição precoce do efeito de leitura como interrupção do ar habitual.
Ando com ideias dumas coisas Wells
Carta a Godofredo Rangel, Taubaté, 17 de dezembro de 1905. Lobato com 23 anos projeta-se como 'H. G. Wells de Taubaté' e antecipa o programa de ficção científica que executaria duas décadas depois.
Com petróleo e ferro, o homem se multiplica por mil. Com o livro, ele se torna um Homem
Aforismo de Lobato em correspondência reunida em 'Lobato Letrador 2º Passo' (2018), p. 17. Articulação entre indústria pesada e cultura como duas pernas do projeto nacional.
Felizmente estou com 62 anos e breve morro e fico livre de tudo
Carta a Godofredo Rangel, São Paulo, 18 de novembro de 1944. Pessimismo tardio de Lobato sobre o Homo Sapiens e a sucessão de espécies dominantes.
De escrever para marmanjos já me enjoei. Bichos sem graça
Trecho de 'A Barca de Gleyre' (1944), p. 467 — correspondência de Lobato com Godofredo Rangel. Justificativa do voto pela literatura infantil contra a literatura para adultos.
