#Antropologia-India
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Bordas porosas: pureza e poluição na sociedade indiana
Na cosmologia hindu tradicional, as bordas dos corpos não são lacradas: pessoas são porosas, e o toque produz contaminação recíproca de pureza e impureza entre castas. A regra explica a estrutura do casamento arranjado endógamo. Citada por Fabíola Gomes no podcast Vox; tem ancoragem teórica em Mary Douglas e Louis Dumont.
Fabíola Gomes e a antropologia do amor na Índia
Antropóloga brasileira, mestre e doutora em antropologia social pela UnB. Pesquisa a Índia há mais de dez anos, com trabalho de campo sobre casamento arranjado, marriage bureaus e a tensão entre tradição holista e individualismo globalizado.
Janaki Abraham e a produção audiovisual do romance no casamento arranjado
Antropóloga, co-orientadora de Fabíola Gomes na Índia. Pesquisa como o ritual do casamento arranjado mobiliza fotógrafos e cinegrafistas para produzir, em álbum e vídeo, um romance que ainda não existe entre os noivos.
Dumont, Homo Hierarchicus e o holismo indiano
Antropólogo francês. Em Homo Hierarchicus (1966), contrasta o holismo indiano — em que o valor recai sobre o coletivo (família, casta, sociedade) — com o individualismo moderno do Ocidente. Citado no podcast Vox como ancoragem teórica do conceito de divíduo.
Patrícia Oberoi e a estrutura invertida do romance na Índia
Antropóloga indiana, professora num centro de estudos da Universidade de Delhi, com longa pesquisa sobre amor e família na sociedade indiana. Citada por Fabíola Gomes no podcast Vox pela formulação que organiza o argumento do episódio: 'na Índia a estrutura do romance é invertida'.
