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🔍 Pesquisa Viva · em andamento

Pesquisa Viva: O que faz a filosofia

Estado
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  • Em foco: Jaspers, Einführung in die Philosophie — direção 7.
  • Próximo: a confirmar após Jaspers. Deleuze/Guattari (direção 5) é o candidato natural seguinte, pelo contraste.
  • Pesquisas-irmãs: Ontologia, Heidegger, Wittgenstein.

Motivação
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A intuição vem de duas direções convergentes:

  1. Streck / Gadamer — em filosofo-pode-falar-mas-nao-qualquer-coisa, o autor parafraseia a formulação de Lenio Streck na Crítica Hermenêutica do Direito (“não se pode dizer qualquer coisa sobre qualquer coisa”) e a desloca para a figura do filósofo: a latitude do tema é total, o conteúdo do que se diz é regrado.
  2. Aristóteles — em Ontologia, a passagem da Metafísica Γ 1 (1003a21-24) distingue a filosofia primeira das ciências particulares: matemática recorta quantidade, física recorta movimento, filosofia primeira não recorta. Mesma intuição pelo lado oposto: o modo filosófico é tratamento sem recorte.

O contraponto é o lado negativo: sokal-transgressing-boundaries cataloga casos em que filósofos importam termos científicos como ornamento sem amarração técnica (Lacan e topologia, Kristeva e teoria dos conjuntos, Latour e bacilos). O modo filosófico falha exatamente quando a posição não é respeitada.

A pesquisa investiga o que esse modo é, e como filósofos diferentes definiram a especificidade da filosofia.

Perguntas em aberto
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  • O modo filosófico é uma forma de tratamento (Aristóteles, Wittgenstein) ou uma operação produtiva (Deleuze)?
  • Há um modo, vários modos, ou cada filósofo cria o seu?
  • Como distinguir uso filosófico legítimo de termos científicos (Žižek com mecânica quântica) de uso ornamental (Lacan com topologia)?

Direções a mapear
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A confirmar antes de aprofundar:

1. Aristóteles — filosofia como ciência sem recorte
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Já mapeada na pesquisa de Ontologia, leitura 1.

2. Hegel — filosofia como autocompreensão do Espírito
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(A localizar — Fenomenologia do Espírito, Enciclopédia.)

3. Wittgenstein — filosofia como terapia conceitual
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PI §109. Detalhes na pesquisa de Wittgenstein.

4. Heidegger — pensamento do ser
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Filosofia não é uma ciência entre outras. Detalhes na pesquisa de Heidegger.

5. Deleuze e Guattari — filosofia como criação de conceitos
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Qu’est-ce que la philosophie? (1991). Filosofia distinta da ciência (funções) e da arte (afetos/perceptos). Tensão produtiva com a crítica de Sokal/Bricmont a Caosmose e Mil Platôs.

6. Posições negativas / anti-filosofia
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Carnap, Quine, Wittgenstein do Tractatus: filosofia se reduz a análise lógica, ou se cala. Sokal/Bricmont como crítica externa moderna.

7. Jaspers — filosofia como caminho, por contraste com a ciência
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Einführung in die Philosophie (1950, conferências radiofónicas em Basileia). 12 conferências curtas que abrem pela pergunta “o que é filosofia?”. Define filosofia negativamente contra a ciência (sem progresso, sem resultado universalmente vinculante) e positivamente pelas fontes do filosofar: espanto, dúvida, situações-limite (Grenzsituationen). Filosofia está sempre unterwegs — a caminho.

⚠ Reconstruído de memória; verificar contra o texto. Edição a determinar (alemão, inglês ou tradução portuguesa).

Notas do Scholion já relacionadas
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Notas extraídas
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Nenhuma ainda.