Pesquisa Viva: Discursos protrépticos
Estado#
- Em foco: ainda não definido — pesquisa recém-aberta.
- Próximo: a confirmar com o autor. Candidatos abaixo em “Direções a mapear”.
- Pesquisas-irmãs: O que faz a filosofia — investiga o modo filosófico; o protréptico é um caso particular: o modo filosófico voltado para o convencimento à própria filosofia.
Motivação#
A pesquisa parte de duas perguntas trazidas pelo autor:
- Por que estudar filosofia no século XXI? — pergunta protréptica contemporânea: que razões podem ser oferecidas hoje para a adoção da filosofia como prática?
- Quais os principais discursos protrépticos feitos ao longo da história? — mapeamento do gênero como tradição.
A nota discursos-protrepticos-conversao-filosofia, extraída do episódio O verdadeiro filósofo e o charlatão (Filosofia Vermelha), define o gênero: discurso que convence à prática filosófica como modo de vida, com adesão análoga à conversão religiosa. Cita Epicteto, Dio Crisóstomo, Luciano de Samósata, Juliano e o caso de Agostinho convertido à filosofia pela leitura de Cícero.
A pesquisa estende a nota: cataloga os protrépticos de fato (textos do gênero), distingue-os de textos que apenas têm função protréptica, e investiga se o gênero pode ser refundado no século XXI ou se a pergunta hoje exige outra forma.
Perguntas em aberto#
(Trazidas pelo autor.)
- Por que estudar filosofia no século XXI?
- Quais os principais discursos protrépticos feitos ao longo da história?
Direções a mapear#
A confirmar antes de aprofundar. Cada direção é exaurida antes de passar à próxima.
1. Protrépticos antigos — o cânone do gênero#
A localizar e ler em fonte primária ou edição crítica:
- Aristóteles, Protréptico — fragmentário, preservado em parte por Jâmblico. Endereçado a Temison de Chipre. Tradicionalmente tomado como fundador filosófico do gênero.
- Cícero, Hortensius — perdido, reconstruído a partir de citações (sobretudo de Agostinho). É o texto que converteu Agostinho à filosofia (Confissões III.4.7 — a confirmar a referência exata).
- Jâmblico, Protréptico à Filosofia — preserva fragmentos do de Aristóteles, tem valor como protréptico autônomo neoplatônico.
- Clemente de Alexandria, Protreptikós — protréptico cristão (exortação aos pagãos a abandonarem o paganismo pelo cristianismo). Útil para ver como o gênero migra.
- Galeno, Protréptico (às artes) — protréptico não-filosófico, útil por contraste.
2. Textos com função protréptica (não estritamente do gênero)#
- Platão, Eutidemo — contém discursos protrépticos explícitos (passagens 278e–282d e 288d–292e — a confirmar).
- Platão, Apologia — dimensão protréptica em sentido amplo.
- Epicteto, Diatribes (registradas por Arriano) — tipologia explícita dos modos do discurso filosófico em III.23 (protréptico, didático, refutativo — a confirmar).
- Boécio, Consolatio Philosophiae — a Filosofia personificada vem reconverter Boécio à própria filosofia.
3. A pergunta protréptica no século XXI#
A confirmar quais autores o autor quer considerar. Candidatos:
- Pierre Hadot — Exercices spirituels et philosophie antique; Qu’est-ce que la philosophie antique?. Recupera explicitamente filosofia antiga como modo de vida.
- Michel Foucault — L’herméneutique du sujet (curso no Collège de France 1981–82). Cuidado de si, parresía, prática filosófica.
- Martha Nussbaum — The Therapy of Desire (1994). Filosofia helenística como terapêutica das paixões.
- Alasdair MacIntyre — After Virtue — não é protréptico, mas argumenta pela necessidade de retomar a tradição de virtudes.
4. Resposta própria do autor#
Quando as direções 1–3 estiverem mapeadas, compor a resposta protréptica do autor à pergunta “por que estudar filosofia no século XXI?” — entrando aqui o “Texto em andamento” propriamente dito.
Notas do Scholion já relacionadas#
- discursos-protrepticos-conversao-filosofia — definição do gênero e exemplos antigos; ponto de partida da pesquisa.
Notas extraídas#
Nenhuma ainda.
