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XIII Encontro de Chinês Instrumental

Anotações do décimo terceiro encontro de Chinês Instrumental, conduzido por Si Fu, com Claudio Teixeira, Thiago Silva e Daniel Araújo. Como Daniel tinha perdido parte do caminho já percorrido, o encontro começou retomando a decomposição de Sam Faat, passou aos cinco elementos e aos domínios do sistema, e fechou no cuidado com as fontes e na leitura de interno e externo.

Si Fu, Claudio Teixeira, Daniel Araújo e Thiago Silva no décimo terceiro encontro

O ideograma dentro do quadrado
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Si Fu abriu lembrando por que gosta de etimologia. Ela ensina a pensar melhor. Como a proposta da série é a questão instrumental do chinês, entrar na origem das palavras é sempre bom caminho.

Si Fu retoma a decomposição do ideograma para pôr Daniel na mesma página

Segundo Si Fu, todo ideograma chinês cabe dentro de um quadrado, ponto já registrado no encontro anterior. Daniel já tinha baixado as folhas quadriculadas e estava experimentando, e ficou combinado mandar no grupo para ele dar uma olhada. A folha com a cruz e o xis, indicou Si Fu, é a mais útil, porque mostra exatamente onde fica cada traço.

Ainda segundo ele, o ideograma normalmente tem dois ou três blocos. Quatro é possível, mas raro. Uma parte costuma ser mais fonética e outra mais conceitual, estrutura que as notas de etimologia da casa registram como composição fonossemântica, e o ideograma pode ser decupado. Para a parte que carrega o sentido existe o termo raiz, equivalente ao que a etimologia ocidental chama assim.

Quando um ideograma vira raiz de outro, ele muda de forma. Yan 人, pessoa, fica em pé quando entra como raiz. A isso se chama forma lateral.

A folha quadriculada com a cruz e o xis mostra onde fica cada traço

Faat: a água que varre
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Os três pauzinhos à esquerda de Faat 法 são a forma lateral de Seoi 水, água. O ideograma cheio de água tem quatro traços, com o gancho no meio, e parece espelhado sem ser: cada perninha é um traço próprio.

O lado de cá, na demonstração de Si Fu, é fonético, e quer dizer retirar, remover. Para ele, esse ideograma já não é usado com esse sentido hoje, e há várias outras maneiras de escrever remover.

O que água e retirar têm a ver com método? Daniel tentou por um método em que tirar a água fosse essencial. É o contrário, e esse é o aviso que Si Fu repete sobre pensar em chinês: pense o inverso do que daria em português. Trata-se de usar a água para retirar. Melhor ainda, de usar a água para varrer.

Uma das teorias etimológicas de Faat apresentadas por Si Fu é a de jogar água para varrer alguma coisa para fora. Quanto mais intenso o processo, mais ele se aproxima da imagem de uma torrente: naquela corrente forte, a coisa é expulsa e não tem como escapar. Daí a dureza e a inevitabilidade que o termo carrega, ponto que já tinha aparecido no encontro anterior.

O grupo acompanha a decomposição de Faat 法 em água e retirar

Cinco elementos, não quatro
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Atrás de Thiago Silva, na chamada, havia ideogramas arcaicos. Um deles, invertido pela câmera, dizia Ving Tsun 詠春, e ao lado vinha Moy Yat Kung Fu. Os ideogramas antigos pegam mais elementos da natureza. O segundo ideograma de Ving Tsun traz um sol embaixo e, mais atrás no tempo, o broto tentando subir da terra. Quanto mais arcaico o ideograma, mais ele se apoia em madeira, metal, água, terra e fogo.

O painel atrás de Thiago Silva, com ideogramas arcaicos e selos, que serviu de gancho para a conversa

Si Fu enumerou os cinco elementos chineses, terra, água, fogo, madeira e metal. O Ocidente costuma falar de quatro, terra, água, fogo e ar. Na lógica chinesa, disse ele, o ar não conta, e entram metal e madeira.

Si Fu marca os cinco com a mão

Si Fu descreveu ciclos que rodam em sentidos opostos, um construtivo e outro destrutivo, e surgiu na aula a comparação com pedra, papel e tesoura. A lógica destrutiva corre assim, a terra encobre a água, a água apaga o fogo, o fogo queima a madeira. Thiago Silva mostrou um quadro de geração e inibição, e Si Fu observou que não era exatamente o ciclo que tinha em mente, embora a lógica fosse a mesma. Há ainda uma terceira relação, que liga elementos em pontas opostas de uma estrela, e que ele não lembrava como funciona.

O quadro trazido por Thiago Silva, com o ciclo produtivo em vermelho, o exaustivo em cinza e o destrutivo ligando pontas opostas da estrela

No sistema, a ordem que Si Fu usa é terra, água, fogo, madeira e metal.

Três energias dentro do homem, duas fora
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Desses cinco, os três primeiros estão contidos no homem. Tou 土, terra, é a parte concreta: ossos, músculo, carne, cabelo. Água são os fluidos, suor e sangue. Foh 火, fogo, é o calor e os humores, no sentido de disposição, de ânimo, de vontade.

Daniel tentou dividir os dois grupos pela manipulação humana, e Si Fu redirecionou: a divisão é entre o que está contido no homem e o que lhe é externo.

A carne é muito mais visível que a água do organismo, ainda que a água seja a maior parte dele. Surgiu na aula o número de 72%, que Si Fu sempre achou papo furado e aceita para não virar negacionista, achando estranho que ninguém consiga cuspir nem 5% do próprio peso. Mesmo assim, a circulação de água existe sem se deixar enxergar. Não se desidrata um pedaço, desidrata-se por inteiro, e a água bebida vai para todo o organismo, não só para o tubo que ela molha.

O fogo é mais invisível ainda. Cientificamente o calor do corpo tem a ver com circulação sanguínea e com as regulações do organismo, mas dentro da lógica chinesa existe uma outra circulação, que não é só física. Segundo Si Fu, a depressão, para a medicina chinesa, teria a ver com temperatura muito baixa, como se faltasse energia quente, yang, circulando.

O encontro na passagem sobre as três circulações de energia

Claudio lembrou de uma fala antiga de Si Fu sobre essa mesma energia: quando a pessoa morre, perde temperatura e entra na temperatura do ambiente. Lembrou também a referência ao branco como cor do luto para o chinês, ligada à perda da coloração da pele.

O gato de Claudio sobe no encosto do sofá no meio da conversa

Madeira e metal ficam de fora do homem. Seria fácil intuir que a madeira representasse o osso, e não é o caso: osso, cabelo e músculo estão todos na categoria terra, que vai do concreto para o abstrato.

O ideograma de humanidade 仁
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Completado o ciclo das três energias humanas, a investigação para dentro chega ao seu limite. Para se configurar como humano, a pessoa precisa estar em contato com outra da mesma espécie.

Na leitura que Si Fu apresentou, o ideograma de humanidade, 仁, junta a forma lateral de pessoa ao número dois.

Si Fu deu o exemplo do cachorrinho prestes a ser atropelado. Salvar o cachorro não faz de ninguém um ser humano melhor. É um ato de bondade, e pode dizer de uma pessoa boa, mas humanidade tem a ver com a relação entre pessoas.

Os domínios lidos pelos elementos
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A primeira palavra do Siu Nim Tau é raiz, e raiz é o que entra na terra. Quem não tem nenhum trabalho de Kung Fu tem como primeiro trabalho enterrar, literalmente: entrar na terra, entrar na energia da terra. O primeiro Jiu Sik 招式 da primeira sequência é o Yi Ji Kim Yeung Ma 二字鉗羊馬, que é agarrar o solo e criar raiz. É o maior indício de que a energia trabalhada ali é a telúrica.

Cham Kiu diz respeito à fluência. Si Fu recorreu a um passeio de barco em Angra, para onde Claudio o levou: uma das qualidades do barco é estar sempre em reequilíbrio, nunca parado. Em terra dá para pousar os dois pés no chão sem compensar nada, a menos que o solo esteja instável. Na água a estabilidade não existe, e a compensação é obrigatória, com aquele pêndulo, aquele jogo.

A essência do Cham Kiu é a troca inteligente para se manter equilibrado. Equilíbrio como estado deixa de ser equilíbrio: quando fica estático, perde-se o dispositivo que o faz existir. Fazendo Cham Kiu, o peso vai para um lado e gira, vai para o outro e gira, sempre trocando.

Cham, no sentido de procurar, tem várias traduções possíveis, e Si Fu prometeu voltar a elas. Procura-se a ponte para atravessar a ponte. E se atravessa uma ponte, e não um caminho, um túnel ou uma estrada, porque o caminho passa no nível do solo, o túnel passa por baixo e a ponte passa por cima. O que passa debaixo da ponte é água.

Biu Ji é o mais intuitivo dos três. O termo explosão aparece o tempo todo, e o domínio é o mais dinâmico. É também o que mais aquece. Si Fu contou que, nas manhãs na casa dele, com Siu Nim Tau, Cham Kiu e Biu Ji feitos cedo, às vezes o sol ainda está começando a nascer e a pessoa já está suada. Suar não é o ponto, e cansar menos ainda. O que importa é a entrada em calor do corpo, porque em tese há energias sendo ativadas.

Cada domínio deixa uma sensação específica. Terminado o Siu Nim Tau, a sensação aparece na perna, no braço, no quadril, na cabeça, no punho. No Cham Kiu, nas juntas: quadril, joelho, ombro, cotovelo. No Biu Ji, o calor. Daniel, que está indo agora para o Mui Fa Jong 梅花樁, confirmou a diferença. Praticando Biu Ji fica sem fôlego e suado.

O grupo na leitura dos domínios pelos elementos

Do boneco morto ao boneco vivo
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Concatenadas as três energias do homem, elas são projetadas num homem inanimado. No Muk Yan Jong 木人樁, Muk é madeira, Yan é pessoa e Jong 樁 é estaca, pilar. O apelido do Muk Yan Jong, contou Si Fu, é Sei Jong, e Sei 死 quer dizer morto. É o primeiro dispositivo do nível superior inicial, na fase chamada semi-estrutura.

Na sequência que ele apresentou, o último componente do Mui Fa Jong é o Maai Saang Jong 埋生樁. Maai quer dizer aproximar e Saang 生 quer dizer vivo, podendo ser também crescer. O boneco está vivo e vem na direção de quem treina. Começa-se pelo Sei Jong e termina-se no Saang Jong.

Si Fu mandou no grupo o ideograma de Saang. Quando três traços aparecem em sequência, é comum, embora não seja regra, que se trate de uma alusão a Terra, Homem e Céu, e no caso do Saang é isso mesmo. A parte de cima é o broto da árvore, daí a ideia de vivo e de crescer.

Depois do Jong vêm madeira e metal. Thiago Silva observou que a madeira aparece duas vezes, no Jong e no Kwan, e que a diferença está no estado dela: no primeiro a madeira está parada e cabe a quem treina animá-la, no segundo ela está na mão e se mexe. O caminho termina na faca, no metal.

O metal tem simbologia de corte, e é onde se corta inclusive o vínculo com o próprio sistema. O Kung Fu passa a se desenvolver pela relação Kung Fu, não mais pelo dispositivo sistêmico. O sistema continua existindo, e é justamente com ele que é preciso cortar para seguir, sob pena de ficar numa fase ainda muito material. Si Fu tem falado disso no grupo e pretende elaborar melhor mais adiante.

Claudio no meio de uma colocação

Daniel lembrou do quadro dos níveis que havia no Núcleo Ipanema e que não se adota mais no Mo Gun 武館. No topo, o quadro terminava com o Dou e depois o Sam Faat, como um corte do sistema para a vida Kung Fu.

A elasticidade da interpretação
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Daniel notou que Faat compõe o ideograma da água e o da terra, os dois domínios, e perguntou onde estaria o fogo. Si Fu interrompeu ali mesmo, com o alerta que já tinha dado a Claudio no começo da série: cuidado com a elasticidade da interpretação.

O ideograma é anterior ao sistema Ving Tsun, anterior ao Siu Nim Tau, ao Cham Kiu e ao Biu Ji. Uma coisa não foi feita em função da outra.

O exemplo que ele repete é o do português, com guarda-chuva, guarda-roupa e guardar as coisas. São palavras que guardam relações entre si, e não dá para usar isso de forma científica ou matemática. Esse tipo de associação serve muito mais para gravar o ideograma do que para interpretá-lo a fundo.

O encontro na passagem sobre a elasticidade da interpretação

Etimologia serve para lembrar
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Por coincidência, no mesmo dia a professora de chinês da época da PUC mandou mensagem a Si Fu depois de muito tempo, e ligou para ele no meio do encontro. Ele lembrou de uma aula dela. Na aula dela, livro em Mandarim é shu, e a explicação que ficou foi a do som, o livro fala shu, shu, shu. Ele já tentou mil vezes e nunca conseguiu tirar o shu de um livro. A explicação é mnemônica, e serve ao que ele busca quando estuda origem de palavra, que é criar mecanismo de lembrança, além do prazer de saber.

Si Fu separou então dois campos. Na cultura ocidental, a etimologia tangencia o que se chama de ciência, com um dado estrutural, da linguagem, que é matemático e tem fórmulas, e um dado cultural, feito por inferências. A etimologia histórica é diferente da etimologia linguística, e as duas compõem o campo. No chinês, para ele, existe só o lado histórico, e por isso a etimologia chinesa é mais imprecisa, com versões distintas de um mesmo processo etimológico aparecendo mais do que no Ocidente.

Daí a quantidade de etimologias fantasiosas em circulação. Comemorar como comer e orar é uma delas. Um membro da família emendou uma das melhores, dizendo que Deus é o somatório de “de” e “us”, e concluindo que isso prova que Deus é brasileiro, porque só a língua portuguesa faz essa conta.

Claudio trouxe o guarda-mancebo, termo de marinha que, segundo ele, nomeia a grade em volta do passadiço do barco. Explicou que mancebo é o jovem, geralmente quem trabalha no entorno, nas partes mais expostas, e que o guarda-mancebo existe para impedir que ele caia.

Si Fu citou ainda a explicação corrente para a expressão “casa do caralho”, que ligaria o termo a um dos nomes possíveis do mastro e ao cestinho de observação no alto, um dos piores postos do navio. Ele mesmo ressalvou não ter certeza, dizendo haver pesquisadores sérios que apontam essa etimologia como fantasiosa, assim como a do criado-mudo.

O livro, a internet e a IA
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Si Fu mostrou na câmera o Ideogramas e a Cultura Chinesa, de Tai Hsuan-An, artista plástico chinês naturalizado brasileiro, publicado pela É Realizações em 2006. O volume vai sempre aos arcaicos e traz um índice completo dos caracteres antigos no fim. Recomendou a compra a quem tiver oportunidade, e o classificou como fonte muito confiável.

A capa erguida para a câmera, com 華夏 em caligrafia, o selo vermelho e o título

Uma página do miolo, com o ideograma 祖 em corpo grande, as formas arcaicas ao lado e o texto em português

O índice de caracteres no fim do volume

Si Fu argumentou que obra publicada por editora séria passa por uma série de revisões, e responde por isso de um jeito que um site não responde. O MDBG é bom site e é confiável, mas não é completo e é muito rápido. O melhor é buscar livros.

O alerta maior foi com a inteligência artificial, e Claudio trouxe o caso. Na ida ao Recreio com Daniel, fez o teste no carro para mostrar a ele a precisão da coisa. Perguntou várias coisas sobre Kung Fu, e a IA acertou algumas e errou outras. Depois começou a inventar, e ela passou a confirmar as invenções. Pediu que falasse sobre o mestre Julio Camacho, e ela falou, inclusive coisas que deve ter pescado por aí. Pediu que falasse dos mestres formados por Si Fu, inventou uma lista de nomes, e a IA confirmou que todos eram discípulos e diretores de núcleo.

Ao ser confrontada, ela pede desculpa e afirma o oposto do que tinha dito. Consultando assim, dá para se afastar mais do que se aproximar.

Em chinês o problema fica mais delicado. Há muito material em chinês na internet, e a capacidade de tradução é grande, mas, de acordo com a cultura, uma coisa pode ser o oposto dela mesma. No Feng Shui existe a Escola do Norte e existe uma outra escola, cujo nome Si Fu não lembrava e que tem chapéu no nome, e elas dizem coisas rigorosamente opostas em vários pontos. Ambas são muito respeitadas. Uma mandaria dormir com a cabeça para o leste, a outra para o oeste, pela mesma explicação. Si Fu brincou que a IA que consulta as duas tira a média e manda virar a cabeça para o sul.

Buscando um ideograma, ela vai puxar de tanto lugar que faz uma salada. O risco está nos 10% errados que ninguém percebe e passam no bolo.

Interno e externo são direção, não lugar
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Si Fu comentou que, no uso corrente, chama-se de energia externa o que aparece em coisas como o Karate, muito forte, e de energia interna o Tai Chi. Si Fu está na corrente minoritária que lê o par como direção: energia para fora e para dentro. Se vai para fora, veio de dentro. Se vai para dentro, veio de fora, e é energia internalizada.

Para ele, comercialmente ficou mais interessante dizer que um estilo é interno. A palavra parece mais sofisticada, enquanto externo soa superficial, voltado para o outro. Ninguém se arroga externo. Por isso aparece gente de Tai Chi defendendo que Tai Chi é externo, ao contrário do senso comum, enquanto o Hung Gar, mais vigoroso, fica com a fama de externo.

E o Ving Tsun? A resposta que se escuta sem pensar é semi-interno, meio de caminho que Si Fu considera ridículo. O teste foi feito ali mesmo. Perguntado, o ChatGPT respondeu que o Ving Tsun é tradicionalmente classificado como externo, Wai Gaa 外家, com características que se aproximam de princípios internos. Provocado sobre o semi-interno, respondeu que o termo é invenção de quem perguntou, e que a classificação clássica é entre Wai Gaa 外家 e Noi Gaa 內家. Si Fu gostou da resposta e a achou coerente, já que o Ving Tsun é reconhecido com elementos de um lado e de outro e procura equilibrar os dois processos.

O que fica para a próxima
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Na semana seguinte o encontro volta ao horário normal e retoma o Siu Nim Tau. Claudio ficou encarregado de preparar uma aula de dez minutos sobre o domínio, com base apenas no que já foi visto na série, sem pesquisar nada fora. Thiago Silva ficou com o Cham Kiu.