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❝ Citação

He who knows that he does not know is the wisest

Várias formulações próximas circulam atribuídas a Zhuangzi: “The wise man knows that he does not know”; “He who knows he does not know is wise; he who does not know but thinks he knows is foolish”; “Wisdom begins in admitting you know nothing.” Nenhuma aparece no Zhuāngzǐ.

O núcleo em chinês está no Dàodéjīng atribuído a Lǎozǐ, capítulo 71: 知不知,上;不知知,病 (“Saber que se não sabe é o melhor; não saber e julgar saber é doença”). Tradução de D. C. Lau (1963): “To know yet to think that one does not know is best; not to know yet to think that one knows will lead to difficulty.” A formulação “wise man” inglesa, com a estrutura de quatro tipos (“he who knows / does not know…”), é construção tardia. Quote Investigator (2021) rastreia versão idêntica na imprensa britânica como “máxima oriental” no Newcastle Guardian de 1866, sem origem chinesa atestada — circulava como provérbio persa ou árabe (“se um homem sabe e sabe que sabe, viverá feliz…”).

Em paralelo, há a tradição grega: Sócrates no Apologia de Platão (21d) — οἶδα οὐκ εἰδώς (“sei não sabendo”). A confusão entre Sócrates, Lao Tzu e Confúcio é antiga e atravessa o orientalismo do séc. XIX. Na Lúnyǔ (Analectos) Confúcio diz algo próximo (2.17): 知之為知之,不知為不知,是知也 (“saber o que se sabe e não saber o que não se sabe — isso é saber”), que é fonte distinta da de Lao Tzu. Em Zhuangzi — em nenhum dos três grupos — a formulação do tipo “homem sábio sabe que não sabe” não consta. O capítulo 2 chega a problematizar a noção de saber, mas no registro perspectivista, não confessional.