The only difference between the saint and the sinner is that every saint has a past, and every sinner has a future
Do Ato III de A Woman of No Importance, dito por Lord Illingworth — o personagem que concentra a maior parte das linhas epigramáticas da peça. A frase aparece em conversa de salão sobre virtude e queda, e é colocada como aforismo isolado, sem que a peça pare para explorá-la.
A simetria é exata: santo tem passado (de pecado superado, na lógica hagiográfica), pecador tem futuro (de redenção possível, na mesma lógica). Wilde dispõe os dois termos lado a lado e elimina a diferença qualitativa que a tradição cristã dependia para distinguir as figuras.
A frase reaparece, sem citação, no senso comum sobre conversão e arrependimento. Wilde mesmo foi tratado por essa lente após a prisão — em De Profundis ele examina a própria queda em termos religiosos sem o consolo da redenção formal, fazendo Cristo um modelo estético antes que soteriológico.
