There is no such thing as a moral or an immoral book. Books are well written, or badly written. That is all
Aforismo do Prefácio de The Picture of Dorian Gray, na edição em volume de 1891. O Prefácio foi escrito por Wilde como resposta direta à recepção da serialização de junho de 1890 em Lippincott’s Monthly Magazine — diversos jornais britânicos exigiram a retirada da revista de circulação e o St James’s Gazette publicou uma série de editoriais classificando o romance como literatura corrompida.
A formulação propõe deslocamento de critério: a categoria moral não é aplicável ao livro como objeto, só a categoria técnica (bem ou mal escrito). É a versão sintética do princípio que Wilde havia desenvolvido em ensaio em The Critic as Artist (1890), publicado em Intentions em 1891.
A frase teve destino jurídico. Em 1895, durante o processo civil contra o Marquês de Queensberry — pai de Lord Alfred Douglas — o advogado de defesa Edward Carson interrogou Wilde por horas usando passagens de Dorian Gray como evidência de imoralidade. Wilde respondeu várias vezes invocando o princípio do Prefácio. O argumento estético não foi suficiente como defesa legal e o processo culminaria no segundo julgamento, condenação criminal e Reading Gaol.
