We are all in the gutter, but some of us are looking at the stars
Do Ato III de Lady Windermere’s Fan, dito por Lord Darlington nos seus aposentos, durante a cena tardia em que vários cavalheiros conversam sobre amor, casamento e cinismo. A frase fecha uma troca breve e segue para outro tópico — não há ênfase dramática, é colocada como observação de passagem.
A formulação combina a imagem suja (sarjeta) com a celeste (estrelas) sem mediação retórica. É um dos casos em Wilde em que o paradoxo deixa de ser piada e funciona como afirmação direta.
A frase entrou em circulação independente da peça e é hoje provavelmente a mais conhecida de Wilde fora do âmbito teatral. Foi escolhida por Robert Ross, executor literário e amigo, para inscrição no túmulo de Wilde no cemitério Père-Lachaise em Paris, esculpido por Jacob Epstein entre 1909 e 1912.
