Consistency is the last refuge of the unimaginative
Frase de Wilde no ensaio “The Relation of Dress to Art: A Note in Black and White on Mr. Whistler’s Lecture”, publicado anonimamente na Pall Mall Gazette de 28 de fevereiro de 1885. O texto integral está no volume Aristotle at Afternoon Tea: The Rare Oscar Wilde (ed. John Wyse Jackson, 1991). Wilde escreve: “Now in this opinion I do not, of course, agree with him, the harmony of colour and the harmony of sound being by no means the same thing, and furthermore, I have always been of opinion that consistency is the last refuge of the unimaginative”.
O ensaio é resposta direta à Ten O’Clock Lecture de James McNeill Whistler, conferência sobre arte que Whistler havia proferido dez dias antes em Londres. Wilde ataca a inconsistência entre o que Whistler proclamava e o que Whistler pintava — e usa a frase como reforço de uma tese mais ampla, contra a noção de que a obra deve concordar formalmente com o discurso teórico do autor.
O Quote Investigator confirma a paternidade de Wilde para esta formulação específica. O eco temático com Emerson — “A foolish consistency is the hobgoblin of little minds”, em Self-Reliance (1841) — é provável, mas Wilde reformula em registro próprio. A frase é uma das poucas máximas wildeanas em que a atribuição é certa e a fonte é primária e datada.
