All art is quite useless
Última linha do Prefácio de The Picture of Dorian Gray. O Prefácio foi adicionado à edição em volume de abril de 1891 (Ward, Lock & Co.), em resposta à recepção hostil da serialização de junho de 1890 em Lippincott’s Monthly Magazine — que tinha sido acusada de imoralidade, sobretudo pelo Daily Chronicle e pelo St James’s Gazette.
O Prefácio é uma série numerada de aforismos sobre arte e crítica. A frase final encerra o conjunto e estabelece a posição: a arte não tem função utilitária e essa é a sua condição. Vai além de pose contra o moralismo: é a versão concentrada da estética que Wilde tinha articulado em The Decay of Lying (1889) e em The Critic as Artist (1890).
Em fevereiro de 1891 um leitor chamado Bernulf Clegg escreveu pedindo a Wilde para esclarecer a frase. Wilde respondeu em carta agora preservada na Morgan Library de Nova York, defendendo a posição: a arte é admirável intensamente, é estéril, e nenhuma flor produzida só para a vista deveria ter destino diferente do da admiração. A carta está em The Complete Letters of Oscar Wilde (Holland & Hart-Davis, 2000).
