Une réserve de locutions toutes prêtes… qui nous délivrent du soin de penser
Da conferência Le Bilan de l’intelligence, pronunciada por Valéry na Université des Annales em 16 de janeiro de 1935 e recolhida em Variété III (Gallimard, 1936).
Cada um traz dentro de si todo um reservatório de frases, epítetos e locuções prontas que resultam de pura imitação. Elas nos livram do trabalho de pensar porque as tomamos como soluções válidas e apropriadas. Na maior parte das vezes, reagimos ao que nos acontece usando palavras que não são nossas. Não somos os seus reais autores. […] É por isso que não devemos acreditar rápido demais em nossas próprias palavras.
Ver também Bloß angelernte Wahrheit klebt uns nur an wie ein angesetztes Glied... das selbstgedachte aber gleicht dem natürlich angewachsenen Gliede e Lesen heißt mit einem fremden Kopfe, statt des eigenen, denken, onde Schopenhauer separa a verdade decorada da pensada por si mesmo, e A curiosa semelhança de família de todo filosofar indiano, grego e alemão tem uma explicação simples, sobre a gramática que conduz o pensamento sem que se perceba.
