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Ursula K. Le Guin nos presenteou com uma nova coleção póstuma

O texto apresenta Space Crone como uma coleção póstuma de Ursula K. Le Guin centrada em feminismo e gênero. A leitura destaca a anciã como figura que concentra trabalho pouco valorizado, experiência corporal e uma forma de entender a condição humana que desafia as imagens convencionais de juventude e feminilidade.

Le Guin é mostrada como uma autora que valorizou o trabalho doméstico, a criação dos filhos e o “lado avesso do heroísmo”, além de questionar o sexismo na ficção e na organização social. A resenha aproxima essa visão do contraste com Barbie e conclui que Le Guin usou a fantasia para imaginar outras maneiras de reescrever o mundo.

Fichamento
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  • Space Crone reúne escritos ficcionais e não ficcionais de Le Guin sobre feminismo e gênero, com tom por vezes polêmico e frequentemente engraçado.
  • No ensaio “Space Crone”, Le Guin imagina que uma nave levaria de volta à Terra uma mulher com mais de sessenta anos, porque ela teria vivido a condição humana inteira.
  • A autora associa o trabalho silencioso da anciã a tarefas como cozinhar, limpar, criar filhos e vender pequenos objetos, e sugere que isso também deve ser visto como arte.
  • Em “O que as Mulheres Sabem”, Le Guin revisa sua própria ficção inicial e questiona por que guerra e aventura contam mais do que trabalho doméstico e criação de filhos.
  • “Sur” e o Discurso de Formatura em Bryn Mawr aparecem como exemplos do interesse de Le Guin pelo que fica fora do heroísmo masculino e pela escrita sobre a experiência das mulheres.
  • O texto ressalta que “Space Crone” foi escrito após a experiência da menopausa, mas Le Guin rejeita reducionismo sexual e essencialismo biológico.
  • “É Necessário o Gênero? (Redux)” retoma A Mão Esquerda da Escuridão como experimento sobre classe, sexo, parentesco, trabalho e guerra sem distinção fisiológica de sexo.
  • A figura da “Mulher” patriarcal é descrita como um ideal jovem e eterno, cercado por mulheres idosas que ameaçam sua ordem.
  • A resenha compara esse contraste com Barbie e afirma que Le Guin inventou mundos para pensar como este mundo poderia ser reorganizado.
  • Em seu prefácio para A Próxima Revolução, Le Guin aconselha jovens a buscar pensamento inteligente, realista e de longo prazo para mudanças sociais.