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Uma fotografia na parede
O texto coloca a sala do Conselho Monetário Nacional como uma galeria de retratos que ajuda a lembrar políticas desastrosas. A partir daí, responsabiliza Guido Mantega pela piora da economia brasileira e contrapõe os dados de sua entrada e de sua saída do Ministério da Fazenda.
Fichamento#
- A sala das reuniões do Conselho Monetário Nacional é apresentada como um monumento à resiliência do país, cercada pelos retratos dos ocupantes do cargo no período republicano.
- O autor diz que Guido Mantega merece destaque nessa galeria por ser o principal responsável pela herança deixada ao fim de sua gestão.
- Na posse de Mantega, o país crescia pouco acima de 3% ao ano, tinha inflação dentro da meta, superávit externo de US$ 13 bilhões, superávit primário de 3% do PIB, dívida bruta de 56% do PIB e 1,3 milhão de empregos formais por ano.
- Na saída, o crescimento mal supera zero, a inflação segue próxima ao teto da meta, o déficit externo passa de US$ 84 bilhões, o superávit primário cai para 0,6% do PIB, a dívida sobe para 62% do PIB e a geração de empregos formais recua para pouco menos de 300 mil por ano.
- O texto observa que o desemprego caiu, mas diz que a PNAD mostra uma redução bem menor do que a divulgada pelo governo.
- A resposta do governo à desaceleração é descrita como inadequada, porque os problemas estariam do lado da oferta, ligados à queda do crescimento da produtividade.
- Em vez de tratar esse problema, o governo teria estimulado ainda mais a demanda por meio da expansão do crédito nos bancos públicos e do aumento da carteira do BNDES.
- O gasto federal é descrito como muito maior, chegando a quase 20% do PIB, enquanto o investimento federal teria crescido só modestamente.
- O texto afirma que a chamada nova matriz macroeconômica veio acompanhada de controle de preços, intervenção cambial e redução da transparência das contas públicas.
- O desfecho atribui a crise a uma sequência de erros de política e diz que isso levou à demissão antecipada do ministro.
- Guido Mantega é reduzido, ao final, a uma fotografia na parede, como símbolo de um período mal avaliado.
