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Tirocínio mínimo
O texto afirma que a presidente errou ao censurar publicamente o ministro do Planejamento por discutir mudanças na regra de reajuste do salário mínimo. A regra atual combina inflação do ano anterior com o crescimento do PIB de dois anos antes, o que faz o piso subir acima da inflação, mas também aumenta despesas federais, sobretudo previdenciárias.
Fichamento#
- O reajuste do salário mínimo usa o INPC do ano anterior somado ao crescimento do PIB de dois anos atrás.
- Em 2015, o reajuste foi de 8,8%, levando o mínimo de R$ 724 para R$ 788 por mês.
- Desde 1994, o salário mínimo tem ganho real acima da inflação, com avanço médio de 4% ao ano no governo FHC e de 4,8% nos governos Lula e Dilma.
- A cada 10% de aumento do salário mínimo, as despesas federais sobem cerca de R$ 25 bilhões por ano, em especial por causa da Previdência.
- O texto trata como insustentável a política de elevar o mínimo de forma persistente acima da inflação.
- A bronca pública enfraqueceu o ministro e aumentou a incerteza sobre a autonomia da equipe econômica.
- O texto observa que, com crescimento baixo do PIB em 2014 e 2015, o reajuste do mínimo em 2016 e 2017 já seria modesto.
- O episódio é lido como sinal de centralização da presidente e de pouco espaço para a nova equipe formular o ajuste necessário.
