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❝ Citação

The paradox of learning a really new competence is this: that a student cannot at first understand what he needs to learn, can learn it only by educating himself, and can educate himself only by beginning to do what he does not yet understand

Donald Alan Schön (1930–1997), filósofo, estudou em Yale e fez o doutorado em Harvard com tese sobre a teoria da investigação de John Dewey. Passou anos na consultoria Arthur D. Little, chegou ao MIT em 1968 e em 1972 virou Ford Professor of Urban Studies and Education, cadeira que ocupou até morrer. Com Chris Argyris escreveu Theory in Practice (1974) e Organizational Learning (1978). Em The Reflective Practitioner (1983) descreveu o saber tácito na ação e a reflexão na ação, o momento em que a surpresa faz o profissional voltar o pensamento sobre o que estava fazendo.

A frase está em Educating the Reflective Practitioner (1987), p. 93, no capítulo 4, “Paradoxes and Predicaments in Learning to Design”. É o livro em que ele leva essa ideia ao ensino: o ateliê de arquitetura, a master class de música, a supervisão clínica. O capítulo abre com o paradoxo do Mênon: Sócrates leva Mênon a admitir que não sabe o que é a virtude, e Mênon pergunta como se procura o que não se conhece e como se reconhece ao encontrar (80d–e). O aluno de projeto está na mesma posição, “Like Meno, the design student knows she needs to look for something but does not know what that something is” (p. 83), e o instrutor também, porque não pode dizer o que ela precisa saber, “because the student would not at that point understand him”. Platão responde com a reminiscência, no episódio do escravo que recupera um teorema de geometria só por perguntas (p. 85). Schön prefere Polanyi, para quem já sabemos tacitamente o que procuramos aprender: “The kind of tacit knowledge that solves the paradox of the Meno consists in the intimation of something hidden which we may yet discover” (p. 86). A saída prática é entrar na atividade: “It is by learning to work on the problem that she may also learn to recognize when she has solved it” (p. 88). Logo antes da frase ele transcreve uma carta de 1979 de Thomas Cowan, da Universidade da Pensilvânia, que chama isso de método zen de educação e diz que, por isso mesmo, não pode reivindicar a invenção.