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Super-heróis, pais e filhos
O texto compara mudanças na vida familiar de heróis dos quadrinhos. Mostra que o casamento afetou pouco o Quarteto Fantástico, mas mudou de forma visível o Fantasma e o Homem-Aranha. Também diz que o casamento do Aranha foi apagado em 2007 porque os editores achavam que um herói solteiro se ligaria melhor ao público adolescente.
Fichamento#
- O Quarteto Fantástico já era uma família, então o casamento de Reed Richards e Sue Storm quase não alterou a dinâmica da equipe.
- O casamento do Fantasma com Diana Palmer mudou de modo sensível as histórias do personagem.
- O casamento de Peter Parker com Mary Jane Watson durou 20 anos e foi apagado da cronologia oficial em One More Day.
- Os editores entenderam que um Peter Parker casado e com responsabilidades dificultava a identificação com leitores adolescentes.
- Algo parecido aconteceu com o Superman, cuja cronologia foi apagada e rejuvenescida nos Novos 52.
- A fase dos Novos 52 também removeu o casamento do Superman com Lois Lane e seu interesse amoroso por ela.
- A aposta editorial era que um herói jovem e solteiro se conectaria melhor com o leitor.
- Essa leitura falhou no caso do Superman, porque a nova versão não gerou a identificação esperada.
- Em Renascimento, o Superman voltou casado com Lois Lane e com um filho chamado Jon Kent.
- Peter J. Tomasi diz que ver o Superman como figura paterna é natural, e Patrick Gleason explica que a nova família testa seus valores e suas ações.
- O Batman também entra nessa linha ao ter o filho Damian Wayne, que vira Robin.
- Damian é filho de Bruce Wayne e Talia al Ghul e foi treinado pela Liga dos Assassinos.
- O texto aproxima Superman e Batman pela relação com os pais: Jonathan Kent e Jor-El no primeiro caso, Thomas Wayne no segundo.
- Com Campbell e Freud, o texto liga a busca pelo pai à construção do caráter e do destino do herói.
- No fim, Superman e Batman aparecem menos como filhos e mais como pais que guiam Jon e Damian.
