Humility is not a virtue, or does not arise from reason
Da Ética, parte IV, proposição 53, na tradução de Elwes. A demonstração termina dizendo que a humildade “is not a virtue but a passion”. A base está na parte III, na definição 26 dos afetos: “Humility is pain arising from a man’s contemplation of his own weakness of body or mind”. Comte-Sponville resume o argumento: “a virtude, para Spinoza, não é outra coisa: virtude é força” (Pequeno Tratado das Grandes Virtudes, cap. A humildade).
Em tradução livre: a humildade não é uma virtude, ou não nasce da razão.
Logo depois, na nota à proposição 54, Spinoza concede uma utilidade prática: “these two emotions, namely, Humility and Repentance, as also Hope and Fear, bring more good than harm; hence, as we must sin, we had better sin in that direction”.
Na pesquisa Pequeno Tratado em Áudio o trecho entra pelo capítulo da humildade de Comte-Sponville, que discute a posição de Spinoza. Ver também aristoteles-magnanimidade-unduly-humble e hume-monkish-virtues, as outras duas recusas da humildade, e spinoza-felicitas-quality-object-love.
