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Sobre o conceito de história
Walter Benjamin opõe o materialismo histórico ao historicismo e diz que a história deve ser lida a partir da tradição dos oprimidos. O texto critica a ideia de progresso, a empatia com os vencedores e a visão de um tempo homogêneo, vazio e contínuo.
Fichamento#
- O materialismo histórico é apresentado como o fantoche que vence quando toma a teologia a seu serviço.
- A imagem da felicidade e a imagem do passado aparecem ligadas à salvação e a um apelo vindo das gerações anteriores.
- O cronista considera que nada do que aconteceu pode ser perdido para a história, e que a humanidade redimida poderá apropriar-se do passado inteiro.
- A luta de classes reúne bens materiais e também confiança, coragem, humor, astúcia e firmeza, que agem contra as vitórias dos dominadores.
- A verdadeira imagem do passado só pode ser fixada quando relampeja no momento em que é reconhecida.
- Articular historicamente o passado significa apropriar-se de uma reminiscência que surge no momento de perigo, não descrevê-lo como ele foi.
- O materialista histórico deve arrancar a tradição ao conformismo e resgatar as centelhas de esperança do passado.
- A empatia com o vencedor favorece os dominadores e transforma os bens culturais em despojos do cortejo triunfal.
- Todo monumento da cultura é também um monumento da barbárie, e por isso a tarefa do materialista histórico é escovar a história a contrapelo.
- A tradição dos oprimidos exige um conceito de história capaz de reconhecer o estado de exceção como regra geral e de fortalecer a luta contra o fascismo.
- O anjo da história vê no passado uma única catástrofe, mas uma tempestade chamada progresso o empurra para o futuro.
- A fé social-democrata no progresso é criticada por unir confiança nas massas, subordinação ao aparelho e aceitação do movimento histórico como automático.
- O conceito vulgar de trabalho é criticado por celebrar a dominação da natureza e por deixar de lado a organização da sociedade.
- O sujeito do conhecimento histórico é a classe combatente e oprimida, que guarda a imagem dos antepassados escravizados.
- A historiografia marxista precisa romper o continuum da história e tratar o presente como um agora saturado de tensões messiânicas.
- A história universal é apresentada como adição de fatos, enquanto o materialismo histórico constrói seus objetos como mônadas.
