Walk! Not bloody likely. I am going in a taxi
Fala de Eliza Doolittle no final do Ato III de Pygmalion (1913). Eliza, no chá da Sra. Higgins, parte sem despedidas e responde à oferta de Freddy Eynsford-Hill de acompanhá-la a pé.
A linha foi notória na estreia londrina em His Majesty’s Theatre, em abril de 1914, com Mrs Patrick Campbell no papel: o uso de “bloody” como palavrão diante de público vitoriano causou escândalo proporcional. Os jornais discutiram durante semanas se a palavra deveria ter sido pronunciada em palco. A frase entrou para o folclore teatral britânico e fez com que “not bloody likely” se popularizasse como expressão coloquial inglesa por décadas. O nome “Pygmalion” passou também a designar, em meios populares, a substituição lexical eufemística — o “Pygmalion’s word”.
