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Ignoranti quem portum petat nullus suus ventus est

Da Epistula 71.3 a Lucílio: “ignoranti quem portum petat nullus suus ventus est”, para quem ignora a que porto se dirige, nenhum vento lhe é favorável. A frase abre o argumento sobre o sumo bem: sem alvo definido, todo movimento é desperdício, e nenhuma circunstância pode ser dita propícia.

A formulação tem carreira independente da carta e foi adaptada em inúmeras versões, entre elas a popular falsa-atribuição “if you don’t know to which port you are sailing, no wind is favorable”, às vezes posta na boca de Marco Aurélio ou de Sócrates. A versão original é a de Sêneca em 71.3, transmitida intacta nos manuscritos. Sêneca prossegue na carta defendendo que o sumo bem é a virtude (honestum) e que ela basta a si mesma para a vida feliz.