Der allgemeinste Überblick zeigt uns, als die beiden Feinde des menschlichen Glückes, den Schmerz und die Langeweile
De Aphorismen zur Lebensweisheit, capítulo II (“Von dem, was Einer ist”), em Parerga und Paralipomena I (1851). Schopenhauer formula um dos diagnósticos mais conhecidos de sua antropologia: a vida humana oscila entre dor e tédio como pêndulo. Quando as necessidades são satisfeitas, abate-se o tédio; quando não são, abate-se a dor. Não há ponto de equilíbrio estável.
O diagnóstico estrutura a Lebensweisheit: o capítulo II, que segue, mostra que a única forma de se proteger do pêndulo é cultivar uma riqueza interior — um intelecto que produza ocupação por si mesmo e dispense estimulação externa. Quem nada tem dentro precisa de festas, jogos, viagens, sociedade; quem tem o suficiente, sustenta a si mesmo.
A figura ressoa em toda a psicologia da entediação moderna, de Kierkegaard a Heidegger (Die Grundbegriffe der Metaphysik, 1929-30, sobre o tédio profundo) e Pessoa.
