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Newspapers are the second hand of history

De Parerga und Paralipomena II, capítulo XIX (“Über Urtheil, Kritik, Beifall und Ruhm”), §233, 1851. A imagem do relógio: a história tem ponteiros de horas (livros, monumentos, leis), de minutos (correspondências, panfletos, periódicos eruditos) e de segundos (jornais diários). O ponteiro de segundos é o que se move mais — e o que erra mais.

Schopenhauer não condena a existência do jornal; condena a confusão hierárquica entre os ponteiros. Quem confunde a notícia do dia com a profundidade do tempo histórico mede mal os fatos. O ponteiro de segundos serve para algo só na escala de segundos — e mesmo nessa escala, segundo Schopenhauer, costuma estar com defeito.

A formulação foi muito citada por Karl Kraus em Die Fackel contra o jornalismo vienense, e ressurge em toda a crítica da imprensa do século XX, de Walter Benjamin a Hannah Arendt.