Das Talent gleicht dem Schützen, der ein Ziel trifft, welches die Uebrigen nicht erreichen können; das Genie dem, der eines trifft, bis zu welchem sie nicht ein Mal zu sehn vermögen
De Die Welt als Wille und Vorstellung II, capítulo 31 (“Vom Genie”), publicado em 1844 como suplemento ao Livro III. A imagem do arqueiro distingue duas modalidades: o talento como excelência dentro de coordenadas dadas, o gênio como abertura de coordenadas novas.
A diferença não está no esforço nem na destreza, mas no campo de visão. O talento opera dentro do horizonte comum; o gênio amplia o horizonte. Para Schopenhauer, isso depende de uma capacidade incomum de contemplação desinteressada — o gênio é justamente quem consegue, em medida raríssima, suspender a Vontade e olhar a Ideia.
A formulação foi absorvida por Nietzsche, que a contestaria parcialmente em Menschliches, Allzumenschliches §164, defendendo que mesmo o gênio é fruto de trabalho prolongado e técnica acumulada — não dom raro.
