Bloß angelernte Wahrheit klebt uns nur an wie ein angesetztes Glied... das selbstgedachte aber gleicht dem natürlich angewachsenen Gliede
De Parerga und Paralipomena II, capítulo XXII (“Selbstdenken”), §261, 1851. Schopenhauer constrói uma analogia anatômica: a verdade simplesmente memorizada é como prótese, um membro postiço que se prende sem pertencer; a verdade alcançada pelo próprio pensamento é como membro natural, integrado ao corpo, irrigado, vivo.
A consequência prática é educacional. O capítulo “Selbstdenken” inteiro é uma defesa de uma pedagogia que prefira problemas digeridos a fórmulas decoradas. Para Schopenhauer, ler muito é fácil; pensar muito é raro. A maioria dos eruditos é depósito de verdades alheias; o filósofo é quem produziu por si mesmo as verdades que conhece.
A passagem foi adotada por Nietzsche, que a expandiu na ideia de “filólogos lentos” e do langsam lesen, e por Wittgenstein nas anotações sobre como uma proposição precisa ser “vivida” antes de ser entendida.
