Reichthum gleicht dem Seewasser: je mehr man davon trinkt, desto durstiger wird man
De Aphorismen zur Lebensweisheit, em Parerga und Paralipomena I (1851). A imagem é uma das mais conhecidas da metafísica do desejo schopenhaueriana. A Vontade não busca um objeto particular; busca a continuação de si mesma. Cada satisfação é momentânea e produz, no próximo instante, novo desejo.
A figura da água do mar concentra a estrutura: ela mata a sede temporariamente, mas o sal que carrega acelera a desidratação subsequente. Quem bebe fica mais sedento do que estava antes. A riqueza opera assim em economia psicológica: cada novo grau de aquisição reposiciona o patamar de necessidade no nível seguinte. O milionário deseja o bilhão como o pobre deseja a refeição.
O aforismo se conecta com o capítulo central da filosofia da Vontade no Livro IV de Die Welt: o desejo é estruturalmente insaciável, e a libertação possível é a negação da Vontade — não a sua satisfação ampliada.
