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Rascals are always sociable — more's the pity!

De Aphorismen zur Lebensweisheit, capítulo V (“Paränesen und Maximen”), §9, em Parerga und Paralipomena I (1851). A formulação faz parte do conjunto de máximas em que Schopenhauer defende a solidão como condição do espírito superior, retomando temas estoicos e clássicos.

A lógica é a seguinte: quem busca a companhia alheia continuamente é porque não suporta a si mesmo, e quem não se suporta tem geralmente razões para isso. O “rascal” no original alemão (schlechte Kerle) é o sujeito de baixa qualidade interior; sua sociabilidade é fuga, não escolha.

A máxima atravessa toda a recepção da Ein­samkeit (solidão) na cultura alemã do XIX: ressoa em Nietzsche (Also sprach Zarathustra III, “Heimkehr”), na linha do Bildung romântico, e é constantemente citada nos diários de Kafka. Faz par estrutural com o ensaio sobre o ruído e com a parábola dos porcos-espinhos.