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Der Philister... ist ein Mensch ohne geistige Bedürfnisse

De Aphorismen zur Lebensweisheit, capítulo II (“Von dem, was Einer ist”), em Parerga und Paralipomena I (1851). Schopenhauer define o Philister não como burguês ou pequeno-burguês econômico, mas pela ausência de uma característica específica: nenhuma fome de conhecimento ou compreensão pelo que elas mesmas são. O filisteu não busca ideias por interesse nelas; busca apenas o que aplaca o corpo.

A consequência psicológica é que ele depende de estimulação externa permanente para escapar do tédio. Festas, jogos, espetáculos, viagens, sociedade — tudo isso vira combustível obrigatório, porque sem o estímulo a vida se esvazia. E o que mais o irrita é justamente a presença daquilo que não consegue compreender: a inteligência alheia desperta nele, antes da admiração, a antipatia.

O conceito foi recebido por Nietzsche (que o desenvolve em Unzeitgemäße Betrachtungen I, 1873, contra David Strauss como “Bildungsphilister”) e atravessa toda a crítica modernista da cultura de massa.